ESSERE - Jóias Exclusivas



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25 março 2015

Não posso acabar o dia sem essa pequena homenagem: hoje é aniversário da Sarah Jessica Parker, a eterna Carrie Bradshaw do nosso amado Sex and The City.

Amo a Carrie, me identifico total!

Aqui 5 motivos que me fazem morrer de saudade dela:

 

1. Porque os questionamentos dela são os melhores (e as perguntas sempre acabam servindo para a vida da gente também)
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2. Porque pra ela tudo se resolve com um bom Cosmopolitan.

 

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3. Porque ela era livre. Por trás do humor, dos looks incríveis e sapatos Manolo Blahnik, era a personificação da mulher pós-moderna que se permite ser tudo.

 

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4. Porque tinha a dose exata de malandragem e sarcasmo que toda mulher deve ter.

 

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5. E no fim era uma romântica fofa que amava o amor <3

 

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21 março 2015

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Conheço o Fepa há muitos anos. Vi ele a primeira vez atuando numa das peças mais legais que assisti aqui em Sp, “Festa de Separação”, que ele escreveu junto com a ex-mulher. Daí descobri que ele era filósofo como eu e músico, adorei. Ano passado ele lançou seu segundo disco, o ótimo “Baseado em Fatos Reais” que, diferente do primeiro, tem destaque para as letras, com arranjos que não roubam a cena (sem guitarra, com violão folk e metais). E as letras precisam ser ouvidas  mesmo porque Fepa é, antes de tudo, um homem de ideias e palavras.

 

Demorou pra eu chamar ele pra fazer uma playlist sexual aqui pro blog! Vamos às top 5 músicas para sexo segundo Fepa.

 

1. Feeling Good  (Nina Simone)

 

 

2. Maybe your Baby (Steve Wonder)

 

 

3. Vem menina – Curumin

 

 

4. Im losing you (Jonh Lennon)

 

 

5. Deusa Urbana  (Caetano Veloso)

 

 

17 março 2015

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Pompoarismo é uma arte que era dominada pelas prostitutas tailandesas e pelas gueixas japonesas. Até hoje podemos ver shows na Tailândia nos quais mulheres dominam tanto a técnica que se apresentam jogando objetos com suas vaginas. Mas ninguém aqui quer atirar objeto, o objetivo é mais simples. Pompoarismo consiste simplesmente em treinar a musculatura vaginal para que obedeça o nosso comando. Benefícios para a saúde, promessa de orgasmos melhores e a promissora capacidade de massagear/apertar/sugar o pau alheio com a força dos músculos vaginais (oh! Emoticon-da-carinha-de-olho-arregalado haha).Isso é o que leva muitas mulheres a quererem aprender essa técnica. Quando fiquei sabendo que teria curso de pompoarismo no Centro Metamorfose, já entrei em contato com Hayanna (a terapeuta que ministrou o curso e que tem uma longa experiência com pompoarismo e massagem tântrica ) para ir lá participar e contar tudo para vocês. Sou fã desse centro tântrico criado pelo Deva Nishok (que já deu entrevista aqui no blog), então sabia que esse curso seria interessante.

E lá fui eu passar minha tarde inteira de sábado aprendendo a arte do pompoarismo.

 

Uma das coisas mais legais em se falar sobre sexo com um grupo de mulheres é que o assunto chega sempre num nível de profundidade que transcende qualquer putaria e acaba numa reflexão profunda sobre a essência da feminilidade, nossos complexos, nossos traumas, as experiências que nos conectam por mais diferentes que sejamos. Adoro isso. Lá não foi diferente. Antes de chegarmos no assunto em questão, Hayanna deu uma super introdução tantra style que equalizou muito nossa enrgia, que fez com que eu e as várias outras muheres presentes, todas tão diferentes, entendêssemos que todo mundo passa pelas mesmas coisas. E quanto mais a gente entrava no tema do pompoarismo, mais eufórica a energia ia ficando. Peguei algumas boas dicas para você que quer começar a exercitar mas acha que não tem disciplina para tal.  Ela falou sobre muitos exercícios, mas aqui vou contar os mais básicos que você já pode começar agora.

 

Exercícios sem acessórios:

 

1) Sentada, inspire contraindo a vagina (como se segurasse algo dentro dela) contando até 30. Depois relaxe, expirando. Repita o exercício por mais 10 minutos. O bom desse exercício é que dá para fazer em qualquer lugar, ninguém vai saber que você ta ali arrasando na sua prática pompoarista. O trânsito de SP é perfeito pra isso. Ou a sala de espera de um médico, enquanto lê uma Caras do semestre passado.

 

2) Relaxe e contraia a musculatura da vagina como se tivesse pulsando. Repita 30 pulsações rápidas e relaxe. Esse exercício junto com o outro já dá resultados rápidos. Aproveite para fazer em pé em situações chatas tipo fila do banco, do correio.

 

Exercício com acessórios:

 

Bolinhas Ben Wa:

 

São encontradas nas sex shops em conjuntos de 2 ou 4 bolas e pesam em media 65 gramas. Sim, treinamento #causación, estimula a firmeza e a consciência vaginal. Insira as bolinhas e fique 10 minutos com elas. Simples assim. A força que você vai fazer para mantê-las ali já é suficiente pra esse trabalho inicial. Claro, esse não dá pra fazer na fila do correio, melhor fazer em casa enquanto cozinha ou lava louça ou qualquer ação em pé.

 

Vibrador:

 

O vibrador usado pra treinar pompoarismo deve ter em media 3 cm de largura e de 13 a 15 cm de comprimento.

 

Comece com uma massagem vibratória de 5 minutos. Não é pra gozar, não se empolgue, é só pra hipersensibilizar o local. Depois siga com esses dois exercícios que devem ser feitos com o vibrador desligado mas com as pilhas:

 

1) introduza o vibrador e faça o movimento de sugar e empurre levemente com os dedos. Depois tente expelir. Isso é um treinamento que vai preparando você para ter controle do que vai fazer, depois de uns meses arrasando nos exercícios, com o pau do cara, entendeu?

 

2) Coloque a ponta o vibrador na entrada da vagina e aperte. Repita 10 vezes apertando e soltando.

 

E quando tiver com os músculos treinados (fazendo o treinamento de forma disciplinada, em 15 dias já se nota diferença), o que poderá fazer?

Existem muitas possibilidades, mas Hayanna contou aqui algumas:

 

Chupitar: sugar o pau com a vagina, como se fosse uma boca chupando (ela garante que isso rola)

 

Estrangular: apertar a cabeça do pau

 

Torcer: movimentar o pênis apertando todos os anéis e girando em movimentos de rotação para uma lado e para outro (wow! Ok, esse é para profissionais, por enquanto podemos nos contentar com as outras manobras, meninas. )

 

Tudo isso, claro, deixa o homem louco e facilita muito o orgasmo da própria mulher, uma vez que com a musculatura mais tonificada os orgasmos tendem a ficar mais intensos. Todo mundo sai ganhando.

Saí de lá empolgadíssima e adorando a expressão “consciência vaginal”. Pense sobre todas as reflexões que podem vir dessa expressão. E vá fazer seus exercícios. Eu já estou fazendo os meus aqui enquanto escrevo esse texto.

 

10 março 2015

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Esses dias vi uma cena da série How I met your mother na qual o personagem estava jantando com uma bela mulher num primeiro encontro. Tudo ia bem até que ele recebeu uma mensagem dos amigos mostrando o resultado de uma rápida pesquisa no Google sobre ela. A mulher era mega poderosa, tinha mil coisas impressionantes no seu currículo. Não lembro exatamente o que, mas eram informações suficientes para que ele achasse ela muito foda – e imediatamente travasse no date que estava indo tão bem. Depois de ver essa mensagem ele perdeu completamente a naturalidade, ficou nervoso e estragou o clima do jantar. O fato de estar diante de uma mulher muito incrível o desestabilizou e a incapacidade dele de lidar com isso estragou tudo.

 

Lembro que quando vi essa cena pensei “preciso escrever sobre!” porque vejo com tanta frequência isso ao meu redor. É tão padrão que chego a ouvir várias amigas falando coisas como “Não falei muito sobre tal coisa pra nao assustar, né?”. Sendo “tal coisa” algo incrível sobre o trabalho dela ou algum feito que impressionasse (e intimidasse) o cara. Até eu já me vi em certas ocasiões tentando não intimidar o cara, evitando de falar muito sobre coisas legais que faço ou detalhes da minha bio que pudessem impressionar ele demais. E isso é tão absurdo.

 

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Uma vez entrevistei para minha coluna na Vip o jornalista americano Daniel Bergner quando ele tinha acabado de lançar seu livro O que as mulheres realmente querem, um estudo interessantíssimo sobre a sexualidade feminina no qual ele quebra vários tabus e vai contra muitos dos mitos que as pessoas criaram sobre sexualidade da mulher ao longo da história. Volta e meia me pego lembrando de uns trechos porque me rendeu muitos insights. Mas uma das coisas que mais me marcaram foi algo que ele disse na entrevista quando eu perguntei qual a melhor dica que ele poderia dar para um homem. Ele me respondeu:

 

“Eu diria: tente ouvir. Mas isso não significa que você tenha que ser politicamente correto ou excessivamente gentil e sensível. Apenas significa que você precisa estar apto a fazer perguntas (mais de uma vez, porque você pode não ter uma resposta honesta de primeira já que mulheres com frequência protegem nossos egos). E você deve estar preparado para ouvir respostas que podem te deixar, a princípio, desconfortável. Nossa cultura construiu muitos mitos sobre as mulheres e a sexualidade – mitos que servem pra confortar o homem. Nós homens precisamos estar dispostos a sermos desestabilizados, talvez até mesmo um pouco amedrontados.”

 

“…Já que mulheres com frequência protegem nosso egos”. Essa frase ficou ecoando na minha cabeça. Sim, estamos sempre protegendo os egos masculinos, e isso é absurdo. E acontece sem que a gente perceba, porque, como ele disse nossa sociedade construiu ao longo da história mitos que servem para confortar os homens. E a preocupação com que nosso sucesso intimide algum homem num primeiro date ou numa relação é algo que devia ser extinto do universo feminino. Meninas, parem com isso. Se tem um cara que não consegue lidar com nosso sucesso, simplesmente procure outro, não edite tudo que você é pelo cuidado de não amedrontar o outro. Simplesmente procure quem consiga lidar e pronto.

 

E se você é homem e está lendo esse texto, clica aqui nessa coluna que já escrevi sobre o tema – “Quem tem medo de mulher?” – na qual eu falo justamente sobre isso: por que o homem não precisa temer a supermulher.

 

8 março 2015

Hoje, no Dia da Mulher, resolvi falar um pouco sobre algumas mulheres que me inspiram.

Porque feminismo, mais do que qualquer outra coisa, tem a ver com isso: com aplaudir outras mulheres ao invés de competir, aprender com outras mulheres arrasantes e absorver o que elas, em suas forças e delicadezas, tem para nos inspirar.

 

E feliz dia para todas nós que com nossos ciclos e complexidades reafirmamos a vida over and over. Amo ser mulher e acho que isso fica muito claro nos meus textos que, mesmo não tendo inicialmente esse objetivo, acabam sendo sempre uma celebração do feminino.

 

Vamos às damas incríveis então:

 

Lou Salomé

 

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Gosto tanto que botei o nome nela na minha gatinha. Lou Andreas Salomé (1831 – 1967) foi a mulher que pirou a cabeça de intelectuais da época como Rilke, Paul Rée e o próprio filósofo Nietzsche, que a teve como a única paixão de sua vida. Deixou todos enlouquecidos. Nem Freud explicava ela. Era linda, inteligente, intelectual, apaixonada pela vida e muito sedutora. Escreveu livros como “A humanidade da mulher” e “Reflexões sobre o problema do amor”. Foi contra todas as regras morais e nunca aceitou o lugar que colocavam a mulher na época, tanto que a irmã de Nietzsche, ao vê-lo tão encantado com tal musa, foi conhecer ela e ficou chocada com a naturalidade com que a moça falava sobre temas delicados como Deus, sexo e moral. Pura causación. Tenho ela como grande exemplo.

 

Patti Smith

 

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Amo. Juntou o rock com a poesia de uma forma única – o que talvez, metaforicamente, represente a maneira com escolheu viver sua vida: com força gritante e delicadeza sussurrada. Cresceu em Nova Jersey e se jogou para Nova York com um livro de Rimbaud e nada no bolso. Lá acabou se tornando um dos principais símbolos da contracultura dos anos 1970 e viveu uma história de amor muito peculiar com o fotógrafo (também ícone da época) Robert Mapplethorpe, que a marcaria por toda uma vida. A história foi o ponto de partida de sua autobiografia “Só Garotos”, livro incrível no qual ela fala sobre a relação com ele e também sobre sua jornada que passa por artistas como William Burroughs, Allen Ginsberg, Janis Joplin e Hendrix. Livro lindo que traz muito à tona a natureza turva das relações, a relatividade da vida, a inquietude dos que “são indefinidos e não podem ser definidos pelo mundo”. Fica a sensação de que tudo é possível quando se tem uma alma que vai além de um mundo já mapeado pelos que são limitados por rótulos, noções e palavras. Totalmente Patti Smith.

 

Camille Paglia

 

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Polêmica socióloga americana que escreveu Vampes & Vadias, livro que para mim é a bíblia do pós-feminismo. É desse livro aquele trecho que eu já citei em alguns textos: “Eu diria para os homens: fiquem de pau duro! E para as mulheres: lidem com isso!”. Talvez seja a pensadora viva com cujo discurso sobre gênero eu mais me identifico. Muito contemporânea, sempre analisa ícones do nosso tempo. Foi ela que disse que Madonna fez mais pelo feminismo do que muitas feministas.

 

Lena Dunham

 

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Acho ela incrível, girl power total. Escreve, dirige e protagoniza a série Girls, da HBO. Fora dos padrões de beleza, causou polêmica pela naturalidade com que aparecia nua na série. Já foi premiada no Golden Globes e foi a primeira mulher a ganhar o prêmio de melhor diretora na categoria série de comédia no Directors Guild Award. De uma forma leve e bem humorada Lena reafirma com sua arte e sua forma de ser mulher o que talvez seja a maior lição a ser aprendida por nossa sociedade: a de que as mulheres não devem nunca ser limitadas pelo que esperam que elas sejam.

 

Aqui, posts anteriores do blog que escrevi sobre minhas outras musas que também merecem estar nessa lista:

 

Beyoncé:

 

http://aobscenasenhoritac.virgula.uol.com.br/eu-beyonce-e-o-feminismo/

 

Madonna:

 

http://aobscenasenhoritac.virgula.uol.com.br/express-yourself/

 

Kate Moss:

 

http://aobscenasenhoritac.virgula.uol.com.br/kate-moss-e-a-dialetica-da-causacao/

 

6 março 2015

Hoje tem mais #EscolhasObscenas (e promoção!).

 

Deep Tissue

 

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Ótima dica: podcast da ex pornstar Sasha Grey (hoje atriz de filmes hollywoodianos e escritora) e do David Guy Levy. Eles entrevistam personalidades que rendem papos ótimos como o episódio que teve a participação de Nacho Vigalondo, que dirigiu Sasha no filme Open Windows. O diferencial desse podcast é que o papo rola enquanto eles são massageados (daí o nome Deep Tissue). A gente não vê, só ouve, mas a massagem acaba sendo uma personagem-ausente super presente porque a gente sente esse clima relax o tempo todo, dá vontade de estar lá.

 

Delta de Vênus (Anais Nin)

 

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Vocês já sabem que sou muito fã da Anais Nin né? E também sabem que sempre estou dando presentinhos literários para vocês (porque eu quero que todo mundo leia os livros eróticos que amo! <3 ). Já fiz aqui sorteio de vários e agora vou dar um livro da Anais Nin. As 4 primeiras pessoas que compartilharem no facebook o post da fanpage e me escreverem inbox ganham o livro pocket da L&PM “Delta de Vênus”, com contos eróticos da minha musa Anais Nin. Aqui vai um trecho para você já ir entrando no clima:

 

“Em vez de ter um cerne sexual, o corpo de Elena parecia ter um milhão de aberturas sexuais, igualmente sensibilizadas, cada célula da pele ampliada com a sensibilidade de uma boca”

4 março 2015

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No início de um dos livros do Nick Hornby, a personagem está no carro, no meio do estacionamento e liga para o marido. O papo cotidiano fica um pouco estressante e ela acaba dizendo que quer o divórcio. Assim, numa bela tarde, sem muito pensar. Aquele ato não tinha muito a ver com ela, certamente ela não se descreveria como alguém que faz esse tipo de coisa, mas acontece. E logo a personagem reflete, pensando que seria julgada eternamente por ato meio tresloucado: “às vezes somos julgados por coisas que fazemos apenas uma vez.”

 

Quem nunca?

 

Somos julgados muitas vezes pelo que acontece apenas uma vez, por primeiras impressões, por atitudes isoladas. E também julgamos da mesma forma. Tão apressados em nossa temporalidade pós-moderna (que não condiz com nosso tempo interior), tão incapazes de ler as coisas e as pessoas além de um número limitado de caracteres. Perdemos nossa prolixidade emocional.

A verdade é que temos dias ruins, fases difíceis e às vezes fazemos coisas que não nos definem, que não consistem num padrão da nossa personalidade, mas que enfim, acontecem. O que fazer quando isso rola num date por exemplo?

 

Sempre fui a rainha de me meter em date mesmo não estando psicologicamente bem. E cada vez que rolava isso eu ficava me culpando, prometendo que só sairia com alguém se estivesse num dia ótimo. Por motivos de: a outra pessoa fica te achando louca, isso é fato. Já encontrei caras estando com febre, ou fraca (sou vegetariana e às vezes fico com carência de vitamina b12, ficando muito fraca. E digo essa coisa estranha pra pessoa: “to com carência de b12, desculpa” haha) ou em dias ruins mesmo, em que eu estou numa TPM horrível, meio ansiosa com algo ou meio dopada do rivotril que tomei na insônia da noite anterior. Mas em encontros normais isso supostamente não pega bem, as pessoas tem essa necessidade de projetar uma imagem impecável – do contrário elas sentem como se estivessem sendo propaganda enganosa, uma foto meramente ilustrativa de um produto muito arrasante que quando você vai pedir no restaurante não é tão incrível como o da imagem.

 

A real é que todo mundo parece uma foto-meramente-ilustrativa quando não é visto de perto. Sim, porque olhando de perto ninguém é normal (oh yeah, Caetano), as pessoas tem dias ruins e bons, problemas cotidianos, questões existenciais, ansiedades, inseguranças. Coisas que você só não enxerga se tiver enchendo a cara todos dia e só pegar gente na loucura da noite.

 

A verdade é que hoje em dia eu continuo não deixando de sair com alguém se estou num dia ruim – a diferença é que não me torturo por isso depois. Simplesmente digo o motivo e sigo normalmente esperando que o outro entenda que eu não posso ser definida só em um encontro, que ninguém pode ser julgada por aquilo que fez apenas uma vez. E se ele não entender, foda-se, porque uma das maiores verdades da humanidade é que a fila anda.

Sim, em situações como essas eles seguem me achando meio louca, mas sinceramente: I don’t care. No momento que você entende que o que você está a fim de fazer é muito mais importante do que o que o outro vai pensar, the world is yours, my friend. Por essas e outras que a passagem do tempo arrasa: não tem preço você adquirir essa compreensão tranquila em relação a coisas que antes eram tão desconfortáveis.

 

1 março 2015

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Não é novidade que a tecnologia veio com tudo quando o assunto é sex toys, os vibradores e massageadores estão ficando cada vez mais inteligentes, dando ao consumidor a oportunidade de adaptar o produto ao seu próprio prazer . E não é novidade que amo sexo e música e são os assuntos principais aqui do blog. Por que então não unir os dois?

 

Buscando alguma novidade bafônica pra vocês, me deparei com uma funcionalidade que achei maravilhosa: controlar seus brinquedinhos através da música que você está ouvindo. A empresa americana OhMiBod conta com alguns modelos em que, plugando um Ipod, as batidas da música controlam a intensidade e o modo das vibrações. ADOREI.

 

Então, pensando em quem já tenha alguns desses vibradores (ou em quem possa ter se interessado), escolhi essas 3 músicas perfeitas pra isso. Enjoy!

 

1 – Led Zeppelin – Black Dog

 

Uma mais levinha pra começar. Só ouvir o Robert Plant já vai excitar. Daí ainda tem o vibrador reagindo ao som…Bom pra começar né?

 

 

2 – Metallica – Fuel

 

Depois de ouvir essa música com seu vibrador você vai aprender o valor de um bom baterista  numa banda.

 

 

3 -Iron Maiden – The Trooper

 

O jeito de tocar o baixo nessa música, de um jeito constante e ritmado, chama cavalgada. Preciso falar mais alguma coisa?

 

 

 

26 fevereiro 2015

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Ontem, durante mais uma apresentação arrasante no Brit Awards, a musa Madonna levou um tombo enquanto um dançarino tentava tirar a capa que fazia parte de seu figurino. A primeira coisa que pensei ao ver foi: esse dançarino vai ter sua cabeça cortada no backstage assim que o show acabar. A segunda foi: tomara que ela não fique muito constrangida e consiga recuperar a pose. E a terceira: que bom que ela levou esse tombo. Mas não pensei isso num sentido #bitch tipo haha-que-bom-que-ela-se-fudeu , não. Foi mais no sentido de achar fofo, aquilo humanizou tanto a superpoderosa e inatingível Madonna. Ela constrangida, tentando levantar e continuar o show, achei humano, real, achei ela mais incrível. Tipo era um show importante, devem ter rolado inúmeros ensaios, etc e, porra, a capa não abriu e ela caiu. Acontece.

 

E então fiquei pensando: eu ter curtido esse tombo é metáfora de toda uma percepção que tenho tido nos últimos tempos. Tenho pensado muito sobre o poder da desconstrução, de como é interessante e até sedutor essas falhas nas perfeições que a gente insiste em mostrar o tempo todo. Essa necessidade de se mostrar muito cool e muito incrível e feliz – que chega às raias da loucura nas redes sociais e estamos levando para nossas vidas reais não virtuais. As pessoas estão com tanto medo de mostrar suas vulnerabilidades que quando eu enxergo alguma acho bonito e até mais interessante. Ser feliz & cool é tão o padrão ultimamente que quando vejo algo mais real aquilo me toca num nível imensamente mais profundo.

Pensando bem ando achando até cafona essa coisa de supermulher que equilibra per-fei-ta-men-te carreira & filhos & marido & terapia & pilates funcional & sucos verdes matinais. So last season.

 

E sinto que a maneira como eu tenho me colocado frente aos outros tem mudado também com esse pensamento. Ando me mostrando mais humana, fazendo bom uso desse artigo de luxo, a vulnerabilidade. E sabe que tem sido mais interessante? Além de eu estar mais tranquila, tenho atraído pessoas mais interessantes também (porque as pessoas que valem a pena não estão interessadas no carão que você faz no instagram, believe me). Ser mais a gente mesmo é bem legal, viu? Viver sem essa necessidade de projetar essa perfeição e felicidade histérica.

Tente você também. Os tombos reais e metafóricos nos humanizam muito – e isso é muito mais cool.

 

Por uma alma mais normcore. Por um mundo com mais tombos.

24 fevereiro 2015

 

1 – Como Pensar mais em Sexo (Alain de Botton)

 

Amo o Alain de Botton há muitos anos, desde muito antes de qualquer hype dele ou da School of Life (se não sabe quem é ele ou o que é a a School of Life corre pra saber porque é demais). Li quase tudo que ele escreveu, já vi palestras e, claro, adorei quando ele lançou esse livro “Como pensar mais sobre sexo”, publicado no Brasil pela Objetiva. Alain fala que “não pensamos demais sobre sexo, apenas pensamos da maneira errada”. Gênio. Concordo tanto. Outra boa dica é “Ensaios de Amor”, o primeiro livro dele que li e que é também sobre o universo dos relacionamentos e os mistérios do amor (ele aborda esse tema tão batido de uma forma tão única que ao ler você vai entender perfeitamente porque sou fã do cara desde sempre).

 

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Olha ele nesse vídeo falando sobre as ideias do livro:

 

 

2 – Potência sexual masculina (Carlos Kadosh):

 

Pompoarismo para homens? Sim, isso existe. E é disso que trata esse livro como título ótimo – “potência sexual masculina”, sim, queremos né, meninas? Adoro falar com a galera do tântrica do Centro Metamorfose porque eles sempre me vem com umas novidades tipo essas. Quem me deu a dica foi a Hayanna terapeuta do Centro, especializada em pompoarismo (que vai dar um curso em Sp dia 14 de março). O livro apresenta técnicas inéditas com ilustrações e tudo para o cara exercitar sua potência.