ESSERE - Jóias Exclusivas

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26 fevereiro 2015

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Ontem, durante mais uma apresentação arrasante no Brit Awards, a musa Madonna levou um tombo enquanto um dançarino tentava tirar a capa que fazia parte de seu figurino. A primeira coisa que pensei ao ver foi: esse dançarino vai ter sua cabeça cortada no backstage assim que o show acabar. A segunda foi: tomara que ela não fique muito constrangida e consiga recuperar a pose. E a terceira: que bom que ela levou esse tombo. Mas não pensei isso num sentido #bitch tipo haha-que-bom-que-ela-se-fudeu , não. Foi mais no sentido de achar fofo, aquilo humanizou tanto a superpoderosa e inatingível Madonna. Ela constrangida, tentando levantar e continuar o show, achei humano, real, achei ela mais incrível. Tipo era um show importante, devem ter rolado inúmeros ensaios, etc e, porra, a capa não abriu e ela caiu. Acontece.

 

E então fiquei pensando: eu ter curtido esse tombo é metáfora de toda uma percepção que tenho tido nos últimos tempos. Tenho pensado muito sobre o poder da desconstrução, de como é interessante e até sedutor essas falhas nas perfeições que a gente insiste em mostrar o tempo todo. Essa necessidade de se mostrar muito cool e muito incrível e feliz – que chega às raias da loucura nas redes sociais e estamos levando para nossas vidas reais não virtuais. As pessoas estão com tanto medo de mostrar suas vulnerabilidades que quando eu enxergo alguma acho bonito e até mais interessante. Ser feliz & cool é tão o padrão ultimamente que quando vejo algo mais real aquilo me toca num nível imensamente mais profundo.

Pensando bem ando achando até cafona essa coisa de supermulher que equilibra per-fei-ta-men-te carreira & filhos & marido & terapia & pilates funcional & sucos verdes matinais. So last season.

 

E sinto que a maneira como eu tenho me colocado frente aos outros tem mudado também com esse pensamento. Ando me mostrando mais humana, fazendo bom uso desse artigo de luxo, a vulnerabilidade. E sabe que tem sido mais interessante? Além de eu estar mais tranquila, tenho atraído pessoas mais interessantes também (porque as pessoas que valem a pena não estão interessadas no carão que você faz no instagram, believe me). Ser mais a gente mesmo é bem legal, viu? Viver sem essa necessidade de projetar essa perfeição e felicidade histérica.

Tente você também. Os tombos reais e metafóricos nos humanizam muito – e isso é muito mais cool.

 

Por uma alma mais normcore. Por um mundo com mais tombos.

24 fevereiro 2015

 

1 – Como Pensar mais em Sexo (Alain de Botton)

 

Amo o Alain de Botton há muitos anos, desde muito antes de qualquer hype dele ou da School of Life (se não sabe quem é ele ou o que é a a School of Life corre pra saber porque é demais). Li quase tudo que ele escreveu, já vi palestras e, claro, adorei quando ele lançou esse livro “Como pensar mais sobre sexo”, publicado no Brasil pela Objetiva. Alain fala que “não pensamos demais sobre sexo, apenas pensamos da maneira errada”. Gênio. Concordo tanto. Outra boa dica é “Ensaios de Amor”, o primeiro livro dele que li e que é também sobre o universo dos relacionamentos e os mistérios do amor (ele aborda esse tema tão batido de uma forma tão única que ao ler você vai entender perfeitamente porque sou fã do cara desde sempre).

 

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Olha ele nesse vídeo falando sobre as ideias do livro:

 

 

2 – Potência sexual masculina (Carlos Kadosh):

 

Pompoarismo para homens? Sim, isso existe. E é disso que trata esse livro como título ótimo – “potência sexual masculina”, sim, queremos né, meninas? Adoro falar com a galera do tântrica do Centro Metamorfose porque eles sempre me vem com umas novidades tipo essas. Quem me deu a dica foi a Hayanna terapeuta do Centro, especializada em pompoarismo (que vai dar um curso em Sp dia 14 de março). O livro apresenta técnicas inéditas com ilustrações e tudo para o cara exercitar sua potência.

 

 

17 fevereiro 2015

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Quando fui falar com a Bárbara Ohana convidando ela para fazer a próxima playlist imediatamente pensei: como não a coloquei na minha playlist sexual? Porque a música dela, além de ótima, é muito sensual. Não sei nem se esse é o objetivo da Bárbara, mas aquele vocal derrete até o mais frígido dos mortais (claro que o look ajuda né? Além de mega talentosa ela é muito gata). Quer ver? Assiste aqui o clipe dela, da música Golden Hours, dirigido pelo Daniel Rezende. Bárbara, que é sobrinha da atriz Cláudia Ohana, vai lançar seu primeiro álbum agora em 2015 e já está sendo apontada pelas principais publicações como uma das promessas musicais do ano. Mas o que ela ouve nos momentos sexuais só pra mim ela contou. Confere aqui!

 

Aydin (Discodeine)

 

Depois de alguns drinks aquele dia que você quer fazer tudo dançando e de olho fechado. Sweet…

 

 

 

Only You (Mac De Marco )

 

A guitarra, o jeito de baladinha, com tudo o que uma balada batida teria, mas o Mac de Marco deixa tudo com bom gosto. Amo os efeitos no vocal, as dinâmicas suaves. Delícia.

 

 

 

 

Unchained Melody  (Lykke Li)

 

Acho que essa é uma das músicas mais regravadas do mundo, aqui na voz linda e suave da Lykke Li. Super romântica. De preferencia esteja num lugar lindo, Carol ;)

 

 

 

Love Will Tear Us Apart (Joy Division)

 

Ah! Como não amar essa música, né?  Um clássico. Essa voz, essa bateria, essa guitarra. Tudo.

 

 

 

IN RAINBOWS – Disco

(House of Cards, Nude, Weird Fishes)

 

House of Cards é uma música linda,  e como tudo o que eles fazem com muita perfeição e cheia de nuances. Esse disco, In Rainbows é um dos meus preferidos da vida.  Gosto muito da Nude e Weird Fishes também.  São delicadas e propõe que você pare o tempo, o que pra mim é o que o sexo faz.

 

(Concordo total, Bárbara, também é um dos meus preferidos da vida!)

15 fevereiro 2015

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(meu texto sobre o filme 50 Tons de Cinza publicado hoje na Revista Donna do Jornal Zero Hora)

 

Preciso começar confessando que, embora não ame tanto o livro 50 Tons de Cinza, sou a maior fã do Christian Grey, o sexy e atormentado personagem cobiçado por 100 entre 100 mulheres que leram o best seller. Talvez porque eu tenha uma tendência a relações cujas profundidades psicológicas começam primeiro através de uma forte e inevitável química sexual. Ou talvez simplesmente porque Christian Grey seja lindo, intenso, poderoso, bom de cama, melancólico (adoro) e ainda toque piano – e agora esteja materializado no Jamie Dornan! Como não amar? Mesmo não curtindo tanto o livro e tendo ido no contrafluxo desse hype, lembro que pensei na época que li que bom mesmo seria quando virasse filme porque é tão mais hollywoodiano do que literário. Então a priori já tinha simpatizado mais com a ideia do filme do que com o livro.

 

Eis que hoje confirmei minha expectativa. Gostei do filme que, com algumas exceções, entrega às mulheres exatamente o que as encantou na triologia. Ele começa totalmente fiel ao livro, com uma bem construída tensão sexual entre Dakota Johnson (a talentosa filha de Melanie Grifth, perfeita no papel da doce Anastacia Steele) e o muso todo poderoso Christian Grey, lindíssimo na pele do ator Jamie Dornan.

 

Sim, tem algumas boas cenas de sexo (você estava só esperando para ler sobre isso né?). Tem uma virada brusca seguida de um tapa na bunda que Christian Grey dá em Anastasia (na primeira vez que ele amarra ela na cama) que você certamente vai querer imitar na próxima noite. E algumas outras coisas do universo sadomasoquista que eles fazem e você vai usar como inspiração mesmo sem ter os mil objetos do Quarto Vermelho da Dor. Não duvido que BDSM vire tendência secretamente nos quartos por aí, viu (“Quando você abre mão do controle você se sente livre”, diz Grey. Hum. Fica pra pensar.) Mas, na minha opinião, faltaram as sacanagens sussurradas que eram tão presentes no livro. Eu achava excitante essa coisa de eles serem tão verbais no sexo, então senti falta. Ah, e pode se preparar, a gente sai do cinema no mesmo estado que fica quando acaba de ler a obra – querendo desmarcar todos os compromissos e se jogar numa louca noite libertina. Só não fiz isso porque tinha que escrever esse texto.

 

Mas, falando ainda sobre o sexo no filme, embora tenha cenas boas, ainda acho que uma obra que teve o erotismo como ponto central merecia um tratamento mais corajoso e explícito do tema, algo na linha de um Azul é a Cor Mais Quente. Mas a opção foi baixar alguns vários tons, tanto no erotismo quanto na agressividade das cenas sadomasoquistas (que já são leves no livro).

 

Outra coisa que lamentei: justamente quando o filme deveria crescer, ele enfraquece. Senti isso na cena que ele pune ela pela primeira vez, logo após a formatura. No livro é um turning point, o momento no qual ele apresenta na prática o que seria a punição. No filme se resume a três batidas sem visceralidade nenhuma. O que apresenta outro problema: Dakota é muito melhor que Jamie dramaticamente. E essa diferença, que não fica tão evidente na primeira metade, grita ao passo que filme avança e pede atuações mais complexas. Falta virilidade na maioria das chibatadas, falta tesão na maneira como ele tira a calcinha dela e cheira (essa cena poderia ter sido bem mais erótica). Fiquei com vontade de dizer “Bate direito!”, “Cheira direito essa calcinha!”. Enfim, falta um pouco da perversão & safadeza que Christian Grey no livro tem em cada ato descrito e palavra sussurrada. E falta a sutileza da ambiguidade do personagem que no livro é tão explorada e tão erótica – lembro Milan Kundera que diz em “Imortalidade” não existir erotismo autêntico sem ambiguidade. Concordo plenamente.

Mas Jamie Dornan é muito bonito, bonito do tipo de-tirar-o-folêgo e isso segura a onda e faz você perdoar essas coisas ou talvez nem perceber porque está hipnotizada demais.

 

E sobre as críticas do livro – que certamente vão se estender para o filme – de que é um conto de fadas bobo travestido de romance erótico, etc, apenas digo: é conto de fadas mesmo e daí? Relaxem e gozem, gente. Se querem algo mais erudito e mais forte tem Marquês de Sade, Anais Nin, Bataille e grandes clássicos do gênero. Vamos torcer nossos narizes eruditos em outro rolê mas vamos parar de falar mal de uma obra que fez com que as mulheres consumissem livros eróticos mais confortavelmente, que fez com que um tema antes tão underground como o BDSM fosse discutido por todos, de donas de casa a adolescentes, que virasse papo em mesa de jantar. Viva a popularização do erotismo.

 

Corre pro cinema pra assistir. E eu vou acabar logo esse texto porque aindo estou sob efeito dos 50 tons de causação desse filme e quero aproveitar.

14 fevereiro 2015

1904062_873881435968022_4999333591014733762_nAdorei que a Raquel Cozer falou hoje na Folha de SP sobre a novidade que eu estava louca para contar: estou escrevendo um romance erótico para a editora Record. Por enquanto só posso falar três coisas: que o título será ‘Bitch’, que o lançamento será no fim do ano e que terá muita causación. O resto é segredo. Esse meu semestre vai ser todo dedicado para isso. To muito feliz e muito inspirada <3

 

14 fevereiro 2015

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                (a tal foto minha na parede. by Nicolas Delavy)

 

1 - o cara da NET entrando aqui em casa e se deparando com vários livros sobre sexo em cima da mesa com títulos tipo “VAGINA, Uma biografia”. Um pouco sem jeito, me viro para o outro lado e me deparo com paredes nas quais tem fotos nuas by Robert Mapplethorpe, um mosaico de mangá erótico que roubei de um bar na Rússia e uma foto minha em frente a um bolo lambendo meu dedo com merengue (eu juro que a foto é legal, descrevendo assim fica bizarra) e penso: “é, na minha casa não tem muito com fugir disso mesmo. O cara da NET que lide com isso”.

 

2 - No meu ex apartamento o zelador fazendo a gentileza de colocar minhas cortinas novas e comentando positivamente chocado minha coluna na Revista Vip daquele mês, que era sobre massagem tântrica. Só que a interpretação errônea dele era que EU era especializada nisso e já tinha levado um homem a ter 10 orgasmos em uma hora (na verdade esse feito era de uma terapeuta que eu cito na matéria). Imagina a minha fama espalhada no prédio! Os homens deviam estar muito impressionados com a moça de cabelo colorido do último andar…Pensando bem eu não devia ter defeito esse mito. Geral ainda estaria me achando a MESTRA do tantra.

 

3 - Faxineira nova se deparando com objetos eróticos (ganho muitos, tipo blogueira de moda que ganha roupa, sabe?) e organizando eles como quem organiza os copos de cristal, pra se mostrar proativa. Constrangimento específico quando me deparo com um vibrador em destaque, daqueles que imitam a coisa em si, sabe? Mas tipo GIGANTE (num nível eu-não-encaro. Não to exagerando, vocês precisam ver.). Só consegui falar com ela sobre quando parei o ataque de riso. Mas estou cogitando seriamente deixar como enfeite no meu escritório porque é tão causación que merece destaque mesmo, ela tem toda razão. Talvez banhar de ouro, uma vibe totem e tal. (rá!).

 

 

 

13 fevereiro 2015

…eu fiz questão de ter esse coração humano de prata na linha de joias eróticas que criei para a Essere Joias.

 

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Entrem aqui que agora tem a coleção completa (inclusive as pulseiras inspiradas nos nós sadomasoquistas e brincos de algemas caso você tenha saído inspiradinha do filme 50 Tons de Cinza. E, claro, meu item preferido que é o pingente love me / fuck me <3 ).

 

Entrega em todo Brasil, vai lá!

 

12 fevereiro 2015

Hoje tem #EcolhasObscenas , eba. Adoro contar pra vocês o que ando curtindo na minha semana <3

 

DVDASA, o podcast da Asa Akira e David Choe -  Ando adorando a pornstar Asa Akira (será que agora vou parar um pouco de falar da Sasha Grey e da Stoya?) que além de ser conhecida por suas cenas bem causadoras lançou recentemente um livro bem legal e sempre tem uma opinião sincera & interessante sobre tudo.

Curto muito essas atrizes pornôs que vão pro lado cool da Força, sabe. (não venham fazer trocadinho com a palavra cool hein). Por exemplo, ela se juntou com o artista crazy David Choe (que também amo) pra fazer esse podcast muito incrível sobre sexo e comportamento, DVDASA. Nunca assistiu? Entra aqui e assiste esse que teve como convidado Kevin Smith. Tem momentos ótimos como Asa Akira contando que fica louca de ciúme quando o ator dá mais atenção pra outra numa cena de ménage e David Choe descrevendo com detalhes o que ele curte quando assiste pornô. Muito engraçado.

 

 

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Colette.com -  Colette Field é a fundadora do site mais legal do pornô atualmente, o X-art que vocês já leram sobre aqui (e ainda vão ouvir eu falar mais porque no programa do Multishow que está para estreiar, eu visitei a casa dela em Malibu e entrevistei a galera). X-art.com faz vídeos eróticos lindos, com fotografia impecável e as pessoas mas lindas que você já viu (a maioria modelos da República Tcheca). Mas sem a parte mais hardcore.

Foi pra isso que Collete criou o Colette.com , pra manter toda essa vibe e qualidade mas pra satisfazer também que curte ver algo mais pesado (embora o hardcore deles ainda fique na vibe ‘beautiful erotica’, pois essa é a marca da Colette) Ah, e o Jake (Jakub Nytra, ator pornô da Republica Tcheca que eu entrevistei em Paris, lembra? ) aparece em vários dos vídeos! Vale a pena conferir, viu. Garanto.  

 

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8 fevereiro 2015

foto-3Conheço a banda Esperanza de outros carnavais. Mais especificamente de quando eles se chamavam Sabonetes e faziam os melhores afters de São Paulo naquela casa deles na Pompéia (as histórias que rolaram naquele lugar dariam um livro).

Algumas coisas mudaram de lá pra cá, mas a música dos meninos continua linda. E a poesia ainda está ali, intacta. Digo poesia porque em cada um desses boêmios louquinhos tem uma alma de poeta. Leminski meets Kerouac. Basta ler qualquer uma das letras de qualquer um dos álbuns deles que, entre um verso e outro, você se pega lembrando de um amor perdido ou da saudade de algo que ainda não viveu. E eles podem querer te fazer acreditar no contrário mas no fim das contas são bons moços de Curitiba, believe me.

 

A banda é Artur Roman, João Davi e Wonder Bettin – o baterista Alexandre Caja, que participou dos outros discos, não faz mais parte do grupo mas tá lá presente ainda dirigindo os clipes da banda. Aliás, o clipe novo é incrível – “Vem pra Ficar” é o primeiro single do novo disco que será lançado em abril pela Sony Music e produzido pelo Kassin. Pra ver o clipe clica aqui. Hoje eles estão aqui no blog pra contar quais são as top 5 músicas ideais pra sexo na opinião deles. (ah, e depois de ver a playlist sexual dá pra relembrar o jogo da verdade completamente bêbado que fizemos há um tempo atrás aqui no blog, imperdível se você quer rir um pouco nesse domingo).

Vamos à playlist! (indiquei ao a lado qual deles escolheu cada música)

 

1 – Channel 1 Suite – Cinematic Orchestra

 

Uma música cheia de texturas e nuances variadas. Tudo muito intenso. Como uma boa noite de amor deve ser. (Artur Roman)

 

 

 

2 – Riders on the Storm – The Doors

 

Adoro o clima dessa música. É suave mas é freak, é raro. Vai bem para relaxar. (Wonder Bettin)

 

 

 

3 – Son of a preacher man – Dusty Springfield

 

Essa é menos sobre amor e mais sobre malandragem. Sutil. Diz tudo sobre o background que o envolve o fato de você levar alguém pra cama. E (mais ainda) é tão boa que você pode apenas não pensar nisso. Existe um universo de músicas soul nessa mesma pegada, mas a versão da Dusty de Son of a Preacher é o carro chefe. (Wonder Bettin)

 

 

4 – Some Velvet Morning – Primal Scream.

 

Primal Scream existe pra isso, sexo! Some Velvet Morning é isso, sexo! Batida contínua, baixo malicioso e sintetizadores afrodisíacos somados a Kate Moss sussurrando nos nossos ouvidos não nos dá outra escolha. É perfeito pra cama, intimidade, amor. É perfeito pro banheiro da balada numa noite louca. (João Davi)

 

 

5 – Get It On – T.Rex.

 

Considero o Marc Bolan o performer mais sexy da história, supera o Mick Jagger. As guitarras são safadas e não há garota que não se derreta com a voz calma e forte do Bolan, cantada em um tom baixo, a frequência do sexo. le glamour de l’amour. (João Davi)

 

 

 

6 fevereiro 2015

Esses dias eu estava no aeroporto e vi a seguinte cena: uma menina de uns 3 ou 4 anos botou a mão dentro da calcinha. O pai com uma voz super repressora gritou: “tira a mão daí menina!”.

Aquilo me irritou um pouco. Tentando entender porque, escrevi esse texto.

 

 

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“Tira a mão daí, menina!”. Essa frase tão familiar pra nós mulheres, sempre dita com um tom de reprovação máxima, ecoa por toda uma vida. Essas pequenas repressões (que, quem é mulher sabe, acontecem em lugares muito menos públicos do que um aeroporto) colaboram para que a sexualidade feminina seja tão confusa e reprimida.  Colaboram não: são sintoma de todo um pensamento que está tão arraigado na nossa sociedade que a maioria nem questiona. O menino desde cedo é tão incentivado a se conhecer, um ato desses é sempre levado como uma gracinha ou sinal de macheza, é “normal”. Já a menina cresce com a ideia de que aquilo é feio, errado. Ela mal pode pronunciar o nome de seu próprio órgão sexual, sempre incentivada a usar eufemismos ou palavras que o infantilizam. 

 

Antes que alguma visão senso-comum-facebookiana ou reducionismo politicamente correto venha me criticar, explico: não, não quero dizer com isso que devemos todas colocar as mãos em nossas bucetas em público ou que pais de crianças devem deixá-las se tocar em frente a todos, claro que não é isso. Sei lá qual é a situação daquela família específica mas minha reflexão vai muito além do fato citado. Quero dizer que é preciso ter cuidado, muito cuidado ao repreender uma menina que está se descobrindo.

 

Fui comentar sobre a tal cena (e a reflexão que ela gerou) com minha amiga Clara Averbuck, escritora e feminista – sabia que ela concordaria comigo. Clara disse: “A sociedade ensina as meninas a se preocupar mais com o que ‘os outros’ vão pensar do que com a própria vida, a própria vontade, o próprio corpo e o próprio prazer. Os meninos podem tudo; dificilmente ensinarão um menino que sexo é proibido, que o corpo dele é sujo e que ele não pode se tocar. É osso pensar que as coisas ainda são assim em 2015, mas é só atentar como perdura a dicotomia milenar da santa e da puta, da mulher pra casar e da mulher pra comer, da ‘mulher de valor’ e da que ‘não se dá o respeito’ pra saber que as coisas mudaram muito pouco”

 

Quando entrevistei a pornstar Sasha Grey falamos sobre uma outra entrevista que ela deu na qual dizia “I love my pussy” (“Amo minha buceta”). Comentei que aquela frase era tão simples e tão profunda ao mesmo tempo: porque realmente ninguém nos ensina a amar nossas vaginas. E isso é absurdo. Porque é uma repressão subliminar que rola paralela e paradoxalmente a toda uma suposta liberdade festiva libertina da publicidade e pornografia. Lá fora está tudo certo, mas dentro das casas a criação continua a mesma, perdurando valores arcaicos que projetam na mulher esse ideal asséptico e imaculado e que fazem com que as mulheres demorem muito mais para descobrir e aceitar o próprio prazer. Não é a toa que a maior parte das dúvidas que recebo das leitoras é em relação à dificuldade no orgasmo.

 

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Pra encerrar, nada melhor do que as palavras da musa escritora Chimamanda Ngozi Adichie (sim, aquela escritora cujo discurso We should all be feminists foi sampleado na música Flawless da Beyoncé):

 

“We teach girls shame. Close your legs, cover yourself, we make them feel as though being born female they’re already guilty of something. And so, girls grow up to be women who cannot say they have desire. They grow up to be women who silence themselves. They grow up to be women who cannot say what they truly think. And they grow up–and this is the worst thing we do to girls–they grow up to be women who have turned pretense into an art form.”

 

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