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25 agosto 2014

bey     Já falei aqui no blog algumas vezes sobre minha posição pós-feminista (nesse texto aqui. E nesse outro) e minhas discordâncias com o feminismo mais radical e a maneira com a qual ele lida com certas questões. Todo pensamento de alguém vem obviamente de uma vivência, de uma série de experiências que formam a ideologia de um indivíduo.

 

E eu cresci num ambiente muito girl power. Tinha 3 anos quando meu pai morreu, então eu – caçula da família – e minha 3 irmãs fomos criadas pela supermulher que é minha mãe. Ela nunca reclamou de ter que lidar com a dificuldade (psicológica e financeira) que é criar sozinha quatro filhas, nunca vi nela um sinal de fraqueza ou algum ressentimento por ter que segurar aquela barra sem ajuda de ninguém. Era um matriarcado, com valores matriarcais que não eram verbalizados, simplesmente existiam – o patriarcado não tinha vez ali. Cresci sem pai e nenhuma figura masculina, não fiz substituições porque elas não foram necessárias. Então nunca esteve em questão pra mim o poder feminino, eu simplesmente SABIA que a mulher era um ser extremamente poderoso. Era assim e fim de papo. Isso gerou uma suavidade e uma posição não combativa da minha parte em relação a essa discussão sobre gêneros. Eu olhava ao meu redor e via mulheres poderosas, mulheres que não se vitimizavam, logo essa foi minha postura perante o mundo. Me tornei desde pequena uma pessoa que pensa que discursos são muito fracos se não associados com ações. Eu sempre quis ser um exemplo, não alguém que pede. Essa minha atitude gerou um respeito ao meu redor. O mesmo que minha mãe tem, que minhas irmãs tem, o que me fez entender que ser é mais eficiente que gritar.

 

Minha maneira de ser feminista é essa: agir como mulher no mundo da maneira que acho certa, é escolher de acordo com meus valores, é exercer meu poder feminino em todos seus prismas (inclusive o sexual, sem reprimi-lo em busca de maior respeito) e naturalmente fazer com que as pessoas que me rodeiam vejam o poder e respeitem. Eu não fico gritando por respeito, eu simplesmente ajo de forma que o respeito inexoravelmente aconteça.

 

Por isso fico tão feliz de ver na mídia mulheres como Beyoncé. Eu nem sabia que ela participaria do VMA, premiação da MTV que rolou ontem, e que faria essa tão comentada apresentação, mas casualmente assisti no fim da tarde o documentário dela “Life is but a dream”. O filme mostra vários lados dela e trabalha bem esse contraste do poder hipnótico que ela exerce no palco com sua voz e seus potentes rebolados e o lado doce de mãe e esposa apaixonada que valoriza a família, que se permite ser mulherzinha sem a necessidade de botar o pau na mesa o tempo todo.   Esse mix de vulnerabilidade real com o poder da persona pública (e da mulher de negócios no controle de seu império) me fez pensar: no mundo pop Beyoncé representa a mulher pós-feminista que materializa meus pensamentos sobre o assunto. O poder da mulher que se permite viver uma força que não é igual a da homem, mas que vem da aceitação de uma feminilidade arquetípica e desse poder em sua totalidade. Uma mulher que se permite escolher e bancar suas escolhas de uma forma afirmativa e não-combativa. E agir ao invés de só falar. Na minha opinião, nisso consiste a verdadeira badassness.

 

Foi o que vimos ontem quando ela, poderosa, numa apresentação apoteótica de 20 minutos, cantou sua música ‘Flawless’ com samples do discurso lindo da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi:

 

“Nós ensinamos garotas a se encolherem, a se diminuírem. Nós dizemos às garotas: ‘Você pode ter ambição, mas não muita. Você deve almejar o sucesso, mas não muito sucesso. Caso contrário, você ameaçará o homem’. Por eu ser mulher, esperam que eu sonhe com casamento. É esperado que eu tome decisões pra minha vida tendo sempre em mente que o casamento é o mais importante. Agora, casamento pode ser uma fonte de alegria e amor e apoio mútuo. Mas por que ensinamos garotas a desejarem o casamento e não ensinamos o mesmo aos garotos?   Nós criamos garotas para verem umas as outras como competição. Não por trabalho ou sucesso, o que eu acho que poderia ser algo bom. Mas sim competição pela atenção dos homens. Nós ensinamos que garotas não podem ser seres sexuais do mesmo modo que garotos são.   Feminista: uma pessoa que acredita na igualdade social, política e econômica entre sexos”.

 

Uma celebração linda e poderosa do feminismo. E ela causou no palco e depois chorou e depois se declarou para o marido e a filha. Ela nem precisava levantar essa bandeira porque a maneira como ela vive já traduz isso, mas não pude deixar de me emocionar com aquela imagem dela sozinha no palco com a palavra FEMINIST gigante no telão.   eu-beyonce-e-o-feminismo

Era isso. Nada mais precisava ser dito.

 

Fico feliz de ver que o mundo, aos poucos, está parando com o slut shaming, com ideias ultrapassadas que endossam a dicotomia machista do sexy-OU-inteligente/talentosa e está começando a entender o que é o pós-feminismo de verdade.

 

Respect that. Bow down, bitches, bow down…

 

25 agosto 2014

Eu e um pornstar da República Tcheca no meu quarto em Paris. Imaginou?

 

Rewind. Vou começar do começo.

 

Conheci Jakub Nytra (Jake), um dos principais atores da X-Art, enquanto cobria a Erotika Fair aqui no Brasil. Fiquei amiga dele e falei que ia pra Paris no mês seguinte passar um tempo para acabar meu livro. Ele disse que já estaria de volta em Praga e que poderia me encontrar lá na França. E não é que ele foi? Passou um fim de semana lá comigo me fotografando (ele é também um ótimo fotógrafo, ele fala bastante disso na entrevista), bebendo vinho, curtindo lugares incríveis na cidade e… – não pense besteira haha – sendo entrevistado.

 

caroljakub

(Eu e Jake chocando os garçons com nossos papos no Kong, restaurante lindo.)

 

Claro que eu não podia deixar passar essa oportunidade de mostrar pra vocês um pouco dos papos ótimos que tivemos ao longo desse fim de semana em Paris.

Dá um play aqui pra assistir (quase) tudo. E não esquece de escolher ali a opção hd.

 

Ah, pra ver a primeira da minha parte da #TripObscena em Paris é só clicar aqui.

29 julho 2014

Nos primeiros episódios da Erotika Fair falei sobre a indústria do sexo e que ele também é bem estar. Nesse terceiro episódio converso com uma especialista em brinquedinhos eróticos que mostra todas as novidades da cena e com a Talita Alves, amiga querida e apresentadora da MTV que também estava passeando por lá. Ah, e também tem um entrevista muito engraçada numa limusine com Kid Bengala, o ator pornô.”Mulher que não faz um bom boquete não tem futuro”, me disse ele. Clica aqui pra ver mais!

14 julho 2014

Sabe aquele ditado que diz que por trás de um grande homem existe sempre uma grande mulher? Então, por trás de um rockstar existe sempre uma grande… groupie. Muitas das músicas que você ama foram inspiradas por essas mulheres que acompanhavam a banda, causavam muito nos backstages e eram muito mais do que fãs. Muitas ficaram bem famosas e eram admiradas até pelos fãs da banda. Aqui vai a lista das 4 groupies mais incríveis da história do rock na minha opinião.

 

1 – Anita Pallenberg

Anita Pallenberg e Keith Richards

Anita Pallenberg e Keith Richards

 

Essa é minha preferida. Como disse Marianne Faithful sobre ela, Anita tinha um “evil glamour”. E poucas coisas são mais sedutoras do que um “glamour do mal”, adoro. Bela atriz e modelo italiana, passou o rodo nos Rolling Stones de forma inacreditável. Conheceu a banda no backstage num show em Munique e logo engatou um namoro com Brian Jones. A partir dali se jogou na estrada com a banda no lifestyle  do rock com os excessos & hedonismos que ela adorava (até demais, dizem que era bem louca). Depois de Brian, ainda teve um rápido caso com Mick Jagger e acabou ficando 12 anos com Keith Richards (e tendo três filhos). No meio desse rolê todo ela acabou virando parte essencial do grupo fazendo até backing vocals para “Sympathy for the Devil” e tendo sua opinião muito considerada no que dizia respeito aos arranjos das músicas.

 

2 – Penny Lane

Kate Hudson, interpretando Penny Lane em "Quase Famosos"

Kate Hudson, interpretando Penny Lane em “Quase Famosos”

 

Tá, eu sei que ela não existiu, mas é a groupie mais famosa do cinema e sou apaixonada por ela. Não tem como ela não estar na minha lista. Penny Lane é a groupie interpretada por Kate Hudson – que ganhou Oscar pelo papel – no filme Quase Famosos, de Cameron Crowe que mostra os bastidores da tour de uma banda de rock. A encantadora personagem se dizia mais que uma groupie, mas uma musa inspiradora da música. Apaixonada pelo guitarrista, com quem tinha um caso, ela passa o filme todo na turnê da banda mostrando as fragilidades daquela menina aparentemente tão luminosa e inspiradora.

 

3- Pamela des Barres

Pamella des Barres

Pamella des Barres

 

Pamela se tornou escritora e escreveu alguns livros de memórias sobre suas peripécias no mundo do rock, entre eles I’m with the Band (1987) e Take Another Little Piece of My Heart: A Groupie Grows Up(1993). Viajou com Led Zeppelin, negou um date com Elvis Presley e era mega amiga do Robert Plant e Frank Zappa. Entre suas pegadas estavam Bowie, Elvis Costello, Keith Moon e o muso Jim Morrison. Ela era impossível e se considerava uma feminista porque “fazia exatamente o que queria”.

 

4 – Bebe Buell

Bebe Buell

Bebe Buell

 

Lindíssima (capa da Playboy americana em 74), ela é uma das mais famosas groupies do anos 1970 e 1980. E foi a groupie que inspirou o diretor Cameron Crowe na criação da personagem Penny Lane, que citei acima. E o mais legal – e que pouca gente sabe – é que Cameron e Bebe realmente se conheceram no passado numa situação bem parecida com a do filme. Em 73 vivia com Todd Rundgren e, em turnê com ele, conheceu Cameron Crowe que estava na estrada com eles cobrindo os shows como jornalista.  Aqui tem um papo incrívesl dos dois sobre isso. Hoje ela é mais conhecida como a mãe da Liv Tyler, de seu caso com Steven Tyler, vocalista do Aerosmith. Até a paternidade de Liv foi envolvida num babado rock n’ roll: a filha foi fruto de um affair que Bebe teve com Steven Tyler enquanto ela ainda estava com Todd. Só na adolescência que Liv ficou sabendo que seu pai biológico era Tyler. Além deles, Bebe também pegou George Harrison, Jimmy Page, Rod Stewart e vários outros nomes. Ela costumava dizer que não era groupie, que apenas tinha muitos namorados roqueiros. (te entendo, Bebe! Me too. haha sério).

11 julho 2014

No início desse ano estive no Musée de L’érotisme, em Paris, e pirei. Arte erótica de todas as épocas retratando através de esculturas, pinturas e as mais variadas manifestações artísticas o sexo da forma mais livre possível. E daí eu olho pra esse mundo careta de hoje em que alguém tem seu facebook ou instagram bloqueado por mostrar um peito e penso: a galera de outras épocas era muito mais causadora do que nós. Voltei pensando que preciso muito ter mais arte erótica na minha casa, além da literatura (que já tenho bastante).

 

Eu no Musée de L’érotisme

 

Foi então que esse mês, já de volta a São Paulo, o artista Shoker me mostrou a arte dele. E me disse: “Eu chamo o que faço de ‘pintoficação’, ou seja, eternizar algo ou alguém em um falo”. Só pelo conceito adorei já antes de ver a obra dele e quando vi adorei mais ainda. E não é de hoje que os paus fazem parte da arte. Na Grécia o pau arrasava, simbolizando algo que transmitia ideais supremos e virilidade. Depois, nomes como Louise Bourgeois (minha musa!) e Jeff Koons (de quem já falei aqui) foram artistas que utilizaram o sexo em suas obras. Até Stanley Kubrick, utilizou uma escultura de Herman Makkink no filme Laranja Mecânica (chamada de Rocking Machine), lembram?

 

Escultura Rocking Machine , no filme Laranja Mecânica

Escultura Rocking Machine no filme Laranja Mecânica

 

No Brasil, Shoker faz sua parte. Confiram aqui o divertido universo fálico desse artista, começando pelo que ele fez especialmente pra mim (que já está aqui na sala chocando a faxineira, como se não bastasse ela conviver pacificamente com a quantidade de brinquedos eróticos da casa haha). O tema não podia ser diferente: Nietzsche, meu filósofo preferido. Sim, Nietzsche em forma de falo com direito a lápide ao lado escrita “Deus”. Amei.

 

20 junho 2014

Há um tempinho atrás nós falamos no Facebook da Obscena Senhorita C., sobre o projeto chamado Hysterical Literature, do fotógrafo Clayton Cubitt, em que mulheres lêem trechos de livros aleatórios (como o famoso “Laranja Mecânica” do Anthony Burgess) enquanto eram estimuladas por um vibrador. Os vídeos são incríveis e mostram reações diversas, cada uma ao seu modo e excitação. No vídeo abaixo vocês podem ver a musa e atriz pornô Stoya.

 

 

E aí que a banda holandesa ADAM teve uma ideia parecida para fazer um clipe. É muito interessante ver as meninas tentando cantar e gozando ao mesmo tempo. Não tem nem como dizer que não sabemos como é, né? Clica no play pra ver:

 

18 junho 2014

O título do vídeo diz TUDO.

 

15 junho 2014

Comprei uma lomo e ainda não consegui fotografar com ela. Não por alguma dificuldade prática – é uma câmera analógica ridiculamente simples – mas por um desconforto que aos poucos foi ficando mais claro pra mim. Era a ausência de controle, descobri. Diante do desafio de registrar com tanto cuidado um momento, sabendo que eu não poderia ver o resultado antes de ser revelado, a coisa toda, inclusive o momento em si adquiriu um quê de definitivo que era demais para minha alminha pós-moderna acostumada com o caráter descartável das coisas. Com os iphones e câmeras digitais tiramos mil fotos, deletamos várias ate achar a perfeita e tratá-la devidamente com um filtro arrasante. Todas as etapas sob nosso controle. Já com a lomo a pessoa se sente obrigada a PARAR e OLHAR. Mas olhar de verdade, enxergar a beleza do que esta sendo fotografado. Porque as outras tecnologias nos afastam da coisa em si.

 

Mas a lomo não. Com cada foto que eu ia fazer vinha junto um peso que me fazia desistir. Ela, com sua aura hipster – quem diria – dá uma aura eterna pro processo de registrar uma imagem. E a gente não sabe mais lidar com eternidade. A temporalidade das redes sociais que influencia toda uma temporalidade da realidade fudeu com a nossa cabeça. Saber que vai ser revelada, saber que não tem rascunho, que aquela foto precisa funcionar como arte final, dá um peso que eu não estava mais acostumada a lidar.

 

E enquanto eu via todas as filosofias de Zygmunt Bauman e Lipovetsky resumidas na minha incapacidade de usar minha lomo, comecei a pensar sobre o quanto essa minha relação com a câmera era metáfora para muita coisa na minha vida. E não só na minha. Uma das maiores reclamações das pessoas atualmente é a incapacidade de criar vínculos, os desencontros que acontecem nas relações ou em coisas que nem chegam a virar relações porque simplesmente desaprendemos a parar e olhar, a dar tempo para que as coisas adquiram suas belezas e inevitabilidades.

 

Lembrei do livro “Alone Together” da americana Sherry Turkle e de uma palestra ótima dela no TED Talks. Ela comenta ali que a tecnologia está nos levando para um lugar que não queremos ir. “Estamos sozinhos mas estamos com medo da intimidade”, ela diz. “Então nos jogamos na tecnologia pra ter a ilusão da companhia sem as demandas da amizade ou amor”.

 

Diz aí, quantas vezes você já não escreveu um “to com saudade” mas logo apagou antes de enviar optando por um “oi” não comprometedor? Ou escreveu um “queria te ver” e apagou substituindo por um “e aí, tudo bem?” A gente faz isso o tempo todo, edita o pensamento, o sentimento, coisa que só a tecnologia nos permite. Nas conversas no whatsapp, facebook, etc temos a possibilidade de controlar o que falamos e, acostumados com isso, a vulnerabilidade das trocas reais são hiperbolizadas. Como disse Sherry Turkle, “relações humanas são bagunçadas e nós limpamos elas com a tecnologia. É quando tropeçamos, hesitamos, perdemos uma palavra  que a gente se revela”. E a beleza está em se revelar, é nesse momento que as trocas que valem a pena acontecem. Por que estamos nos privando de trocas que valem a pena?

 

Tenho pensado muito nisso e no efeito bola de neve que esse processo acarreta. Um “to com saudade” ou um “queria te ver” não enviado gera do outro lado uma resposta igualmente segura e não comprometora. E assim ninguém se compromete, ninguém se encontra de verdade e as pessoas passam por nossa vida rolando com a rapidez de um post na nossa timeline. Um bando de gente alone together (com as covardes seguranças de suas individualidades) reclamando que não existe amor em Sp.

 

Um dia eu estava numa mesa de bar e falei alguma coisa fofa sobre alguém e uma amiga disse “que amor, ficou vermelhinha”. E eu pensei: que mundo louco no qual falar sobre as maiores loucuras sexuais é ok mas falar sobre sentimentos nos parece obscenamente íntimo, nos dá aquela vergoinha que em outros tempo era causada por obscenidades reais.

 

O fato é: declarei guerra contra isso. Quero relações reais, quero reaprender a lidar com minha vulnerabilidade, quero me permitir me sentir exposta, hesitante, entregue sem esse medo bobo paralisante. Tenho usado a psicologia suuuper profunda (#sqn) do “vai perder um braço?”. Quando me sinto com esses medinhos pós-modernos logo reajo dando metafóricos tapas na minha própria cara e  falando pra mim mesma: “o que pode acontecer? Vai perder um braço?” Sugiro que vocês usem também. Se entreguem. Vamos resgatar essa verdade perdida e essa conexão com a gente mesmo que nos parece tao obscenamente íntima. Perca o medo de errar, o medo de não ter rascunho. Da próxima vez que for escrever algo que sente, não apague.

 

Garanto que você não vai perder um braço.

 

3 junho 2014

 

Vai ter Festival Pop Porn sim! Em sua 4º edição o projeto chega todo gostoso nos dias 6, 7 e 8 de junho, na Trackers (eleita a melhor balada de SP). Serão 48h de muito prazer.

E com participação minha no debate sobre sexo e tecnologia :)

 

Para quem não conhece, o Pop Porn começou em 2011, e foi uma iniciativa da jornalista Suzy Capó, que teve como inspiração o já conhecido Festival Pornô de Berlim. A ideia do festival é quebrar paradigmas, preconceitos e trazer à cena diferentes pornografias e manifestações eróticas. Muito se fala em pornografia, mas é super importante acabar com todo esse tabu que a envolve. Inclusive falamos sempre sobre isso aqui no blog.

 

A programação está incrível! Além de mostrar um pouco mais da brasilidade das pornochanchadas, o festival também traz a clássica mostra de filmes pornográficos do mundo inteiro, entre eles Alemanha, Israel, Estados Unidos e Japão. Um dos destaques dessa edição são os zines, que contará com autores independentes com suas publicações eróticas e sexuais.

 

O mais babado são os workshops, com temas como “Fisting” (exclusivo para mulheres), Pornô Faça Você Mesmo (com a Xplastic) e Pole Dance. Além de mesas de debates com temas como Sexualidade na Gravidez, Sexo e tecnologia e Ideologia & Corpo. O Pop Porn conta com performances incríveis também, como o The Burlesque Takeover e a obra Semen-te.

 

Ficou curioso? Então dá uma olhada no teaser.

Teaser Popporn 4 from PopPorn Festival on Vimeo.

 

Quer saber mais sobre o Festival e sua programação, entra lá no site.

 

Te espero lá, hein?

22 maio 2014

Essa semana eu e Fausto Fawcett fomos para Porto Alegre para participar da FestiPoa Literária, o festival literário mais legal que rola no sul do país. Nossa mesa teve como tema “Sexo na Literatura” e foi divertidíssimo. Depois, participamos do Sarau Elétrico (evento clássico de Porto Alegre) lendo alguns poemas. Aqui tá o vídeo de uma das minhas leituras no sarau, o poema “Adoro pau mole” da minha amiga poeta carioca Maria Rezende.

 

E aqui dá pra assistir o debate entre eu e Fausto mediado pelo querido Cardoso (André Czarnobai).