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30 janeiro 2015

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(foto do ensaio para a revista GQ)

 

Ele é um dos chefs mais importantes (e gatos) do mundo. Foi eleito em 2013 uma das 100 pessoas mais influentes do planeta segundo a revista Time e seu restaurante DOM é considerado um dos melhores do mundo. Ano passado, no congresso MAD Food (evento culinário na Dinamarca), ele causou polêmica matando uma galinha em sua palestra. E, entre títulos e causações, ele arranja tempo para promover campanhas incríveis como Eu como cultura (movimento pela aprovação de lei que visa reconhecer oficialmente a gastronomia brasileira como manifestação cultural) ou ações para seu Instituto ATA. Sim, Alex Atala é O cara.

Mas esqueça tudo isso, porque hoje ele tá aqui no blog só pra contar pra gente o que ele curte ouvir nos momentos sexuais. Subverteu meu top 5 que sempre rola aqui no blog – transformou num top 10. E sobre música no sexo me disse: “Quanto pior, melhor!”.

Exclusivo pro blog, eis a playlist sexual do chef.

 

1. Sexual Healing (Ben Harper)

 

 

2. Wonder of you (Elvis Presley)

 

 

3. Curtains (John Frusciante)

 

 

4. Are you ready to be heartbroken (Lloyd Cole and Comotions)

 

 

5. Greatest (Cat Power)

 

 

6. Misguided Angel (Cowboy Junkies)

 

 

7. Alegre Menina (Djavan)

 

 

8. Runaround Sue (Dion and the Belmonts)

 

9. Drove all night (Roy Orbison)

 

 

10. Redemption Song (Johnny Cash + Joe Stumer)

 

29 janeiro 2015

Alpha Channeling - Pra dar uma variada da egotrip que é o instagram (inclusive o meu, admito), vale seguir esse @alphachanneling . Ilustrações eróticas lindas & psicodélicas (na bio diz “Utopian Erotic” ), queria todas na minha casa. Sempre uma vibe ótima quando uma imagem desse perfil aparece na minha timeline. E é aquilo que eu digo sempre, tem que erotizar o cotidiano, senão essa energia é soterrada pela enxurrada de coisas banais da vida real.

 

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“Os Crimes do Amor” (Marquês de Sade) –  Eis uma real subversão: o libertino Sade falando de…amor! Isso é o mais legal desse livro, o tema tão combatido pelo escritor render um livro inteiro. A putaria continua, mas tudo com certa aura afetuosa, todos os crimes justificados pelo amor.

 

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“O marido complacente” (Marquês de Sade) - Esse livro reúne contos que resumem bem o universo desse rei da causación. Perversões sexuais, violência e todo o universo que fez com que ele passasse sua vida em prisões mas que ao mesmo tempo fosse considerado um dos mais importantes autores de todos os tempos.

 

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E agora a promoção que eu prometi: os dois leitores que primeiro mandarem email para aobscenasenhoritac@gmail.com e compartilharem esse post com a hashtag #aobscenasenhoritac ganham os dois livros do Marquês de Sade nessa versão pocket da L&PM! (já envia o endereço no email também.)

 

 

27 janeiro 2015

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(Justine, a obra de Sade, ilustrada pelo mestre dos quadrinhos Guido Crepax)

 

Se tem um escritor que é um causador nato, esse é o Marquês de Sade. Na época em que  escreveu seus textos, ele foi considerado louco por falar sobre sexo, prazer e sadomasoquismo (se falar sobre esses assuntos em pleno século XXI já causa reboliço, imagina lá pelos anos 1700?). E por conta dessa causação suas obras foram proibidas na França até 1957, além de ele ter ser preso diversas vezes. E foi numa dessas prisões, na Bastilha, que ele escreveu o livro considerado sua obra prima: 120 dias de Sodoma. Amo!

Em 2014 completaram 200 anos da morte de Sade e pra homenagear esse autor libertino, o tradicional musée d’Orsay em Paris montou uma exposição sobre o autor: “Sade. Attaquer le soleil“.

Annie Le Brun, que é a curadora da exposição e uma das maiores conhecedoras de Sade, mostra como o trabalho do escritor influenciou diversos outros artistas, de escritores à pintores. Na exposição a gente pode ver trabalhos de Delacroix, Rodin, Degas, Cézanne, Picasso, Francis Bancon, entre outros maravilhosos que podem ser considerados pesados pra algumas pessoas (isso é tão real que o próprio museu tem um aviso no site dizendo “A natureza violenta de alguns trabalhos e documentos pode chocar alguns visitantes”).

Além de todos esses artistas, das obras terem sido escolhidas por alguém que realmente manja de Sade, olha só o vídeo bafônico que o museu fez pra divulgar a exposição:

 

 

A mostra começou em dezembro e foi até o dia 25 de janeiro. Não preciso nem dizer que morri de ter perdido né? Deu uma vontade louca de reler os livros do Marquês de Sade! Amanhã vou indicar dois nas #EscolhasObscenas da semana. Se liguem porque vai ter promoção amanhã – não vou contar o que é mas tem a ver com o Sade….

21 janeiro 2015

Achei engraçada a polêmica que rolou com a cena de sexo de Marnie (Allison Williams) no primeiro episódio da quarta temporada de Girls. Muita gente chocada com a cena na qual Marnie e Desi…bem, assistam a cena aqui antes de continuar lendo:

 

 

Por que o espanto? Gente, sério que vocês nunca fizeram isso? Pergunto isso da mesma forma que pergunto sobre a polêmica que rola desde a primeira temporada com a nudez excessiva de Lena Dunham (que escreve, dirige e protagoniza a série) – as pessoas parecem se ofender com uma gordinha completamente fora dos padrões ficar nua tão confortavelmente, como se fosse uma ousadia.

Tem algo por trás desse suposto espanto. Por acaso ninguém tem a barriga da Lena, tá todo mundo de barriga negativa por aí? E o espanto com a cena da Allison é porque ninguém chupa o cu de ninguém, é isso?

 

Claro que a questão nao é essa – com o perdão do trocadilho, o buraco é mais embaixo. O que está por trás de todo esse auê é a falta de costume de enxergar a realidade na tela. O olho desacostuma e o real – quem diria – soa estranho, incômodo e mais falso até do que a ficcção. E então, sem perceber, estamos nos identificando com coisas que não tem nada a ver com nossa realidade e quase nos ofendendo com coisas que são muito mais próximas do nosso cotidiano. É uma inversão bizarra. Nos parece mais normal ver as angels da Victoria’s Secret desfilando com seus mil apliques & makes & luzes e corpos ideais do que Lena Dunham, normalmente acima do peso, numa cena de sexo nada idealizada. Nos parece mais normal ver o sexo hollywoodiano coxinha, asséptico e coreografado do que uma boa chupada como a da cena com Allison. Está tudo ao contrário.

Choque pra mim é perceber que a realidade é tão incômoda e que estamos tão soterrados pelos supostos padrões (mesmo eles frequentemente não tendo a ver com a gente).

 

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Por isso amo a série Girls, mais especificamente a Lena Dunham, que que a cada episódio, com sua escrita e atitude, libera todas nós (independente de termos corpos melhores ou piores que ela). Aquela barriga é um statement, condensa todos os discursos de liberdade da mulher. Especialmente pela maneira leve e natural que ela lida com com sua nudez fora do padrão de beleza e ri da reação chocada de alguns, mostrando sem esforço ou amargura o absurdo que é uma sociedade se chocar com seu espelho, com sua humanidade exposta.

Posso dizer isso de pouquíssimas pessoas, mas de Lena sou fã assumida. Acredito fortemente no poder dos exemplos individuais. A escolha de uma única mulher reverbera de forma absurda na de muitas pessoas ao seu redor. Acho a influência que ela está tendo no universo feminino uma das coisas mais legais que eu já vi no mundo geralmente tão vazio do entretenimento. E tudo isso da forma mais leve possível, fazendo pensar, fazendo rir, simplesmente sendo e deixando que pensem e falem.

 

E quanto à cena de Alisson, parem de falar e especular sobre e vão usar como inspiração pra próxima noite de vocês.

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19 janeiro 2015

Uma coisa que eu nunca tinha postado (porque não estava disponível online antes): minha entrevista com a musa ex-pornstar Sasha Grey para a Revista Vip, quando ela veio lançar o livro no Brasil. Enjoy!

 

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(eu e Sasha durante a sessão de fotos que ilustrou a matéria. Foto by Allysson Alapont)

 

Na Cama Com Sasha Grey

 

O que você provavelmente sabe: Sasha Grey é a famosa ex-atriz pornô americana que protagonizou as cenas mais hardcore que você já viu e ganhou os maiores prêmios da indústria. Também protagonizou um filme mainstream de Steven Soderbergh e já virou uma espécie de mito cool com apenas 25 anos de idade. O que você talvez não saiba: pessoalmente ela é uma mulher meiga (ainda que nada ingênua) e engraçada, espontânea. E improvável: muda o assunto de Jean Paul Sartre para deep throat sem pestanejar, com uma naturalidade que faz até a pessoa mais careta achar aquela uma transição perfeitamente normal. Putaria? It’s on the eye of the beholder [está no olho de quem vê].

Eu passei a tarde com Sasha em um dos dias em que ela esteve no Brasil para lançar seu livro eróticoJuliette Society (LeYa, R$ 34,90), obra que já é sucesso em vários países. Fizemos fotos no quarto de hotel no qual ela estava hospedada, almoçamos juntas e falamos de seu livro, de filosofia, de pornô e, claro, da grande curiosidade de qualquer pessoa que já tenha assistido a ela realizando as maiores peripécias imagináveis em cenas de sexo: a vida sexual da própria, longe de câmeras. (…) “  [ LEIA NA INTEGRA AQUI ]

 

 

16 janeiro 2015

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Já postei a playlist sexual de várias pessoas, mas hoje o top 5 é meu! Saibam aqui quais são minha músicas preferidas para o sexo.

 

1 – O cd In rainbows (Radiohead):

 

Eu sei que a ideia é dizer uma música por vez, mas vou mudar a regra (o blog é meu, eu posso! haha) e vou citar esse cd todo porque tem nele várias músicas que eu curto pra esses momentos (Reckoner, All I need, 15 step…). Não só por isso: esse álbum me passa uma sensação de irrealidade, if u know what I mean. E essa é uma vibe boa pra se ter durante o sexo, a última coisa que eu quero é ouvir uma música que toca na balada e que me remete a outra coisa. O clima mais etéreo combina com a irracionalidade que deve acompanhar esse momento. O sexo bom é transcendente, então esse In rainbows tem tudo a ver. E como eu disse na fanpage do blog, em 2015 estou mais tântrica do que pornô. Quero sexo menos ansioso, muito incrível e mega transcendente.

 

 

2 -Paradise circus (Massive attack)

 

Não posso com sussurro, amo gente sussurrando coisas no meu ouvido durante o sexo. Grande parte da sensualidade da música vem disso. Só de ouvir ela eu já entro num clima sexual.

 

 

3 – Foxy Lady (Hendrix)

 

Acho rock muito sexy, mais especificamente a guitarra, acho uma coisa muito erótica. Ainda mais a maneira como o Hendrix lida com a guitarra, se apropriando, quase trepando com ela. Mas, não se preocupem, eu não fico pensando no Hendrix quando ouço essa música transando. Gosto dela porque me passa toda a visceralidade que eu espero do sexo no auge. O solo de guitarra, a parte que ele fala “You got to be all mine, foxy lady”…Amo tudo.

 

 

4 – Goodnight moon (Shivaree)

 

Não sei porque acho essa musica sexy, mas sempre achei desde que ouvi no filme Kill Bill 2. Algo na voz dela e no ritmo que vai entrando tão suave me coloca num clima extremamente sensual. Ah, tem sussurro também, deve ser isso…

 

 

5 – I put a spell on you (Nina Simone)

 

Acho paixão algo muito erótico e essa música me remete justamente a um sexo apaixonado e intenso. “I put a spell on you cause you’re mine”: só essa frase já dá o tom que eu estou querendo dizer.

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14 janeiro 2015

Minhas escolhas da semana (que, mais que escolhas, acabam sendo sempre dicas porque me empolgo na explicação haha). Enjoy!

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Cheiros: tenha um cheiro só seu. Cheiros remetem a lembranças, ficam nos lençóis, nas roupas. É uma arma importante para quem quer ser lembrada (e quem não quer?). Na foto botei meu perfume Dolce & Gabbana Light blue. Um dos meus perfumes – porque eu misturo ele com outro pra ter um cheiro só meu. O outro? Não vou contar. Mas deixo aqui a dica para você: misture dois perfumes para ter um cheiro exclusivo e deixar marcas únicas.

 

Sapato: quase todo homem ama pé. Uma sandália bonita faz toda diferença. Mesmo curtindo coisa mas pesadas e escuras, tenho que admitir que essas mais leves apesar de doer mais o pé são infinitamente mais sensuais. Tenho curtido ultimamente usar essas mais delicadas e femininas como essa da Schutz. Se tiver no clima de manter as sandálias durante o sexo ( #adoro), escolha uma dessas.

 

Joias: Sim, ando numa fase bem mulherzinha tanto que criei até uma linha de Jóias eróticas. Acho joia muito sexy. Essas duas da foto são colares da minha coleção A Obscena Senhorita C para Essere Jóias, o pingente que de um lado tem escrito Love me e do outro Fuck me e o outro, que de um lado tem Saint e do outro Sinner. Adoro. Uso os dois todo dia (do lado sinner e fuck me, óbvio haha)

14 janeiro 2015

Amo o número 13. Moro no andar 13, casei no dia 13, tenho várias coincidências com o número que me fazem ter esse olhar nada supersticioso. Não nasci no dia 13 mas a soma dos números da data resulta em 13 (já é alguma coisa). Adoro descobrir pessoas que fazem aniversário no dia 13 e hoje tava dando uma olhada e vi que tem tantos gatos comemorando nesse dia 13 que tive que dividir com vocês, meninas. Querem ver?

 

1. Liam Hemsworth

 

Ele tem uma carinha de bom moço que conquista qualquer uma. Ninguém resiste a um boy next door.

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2. Orlando Bloom

 

De cabelo curto, longo, vestido de pirata, de elfo, com barba ou sem: Orlando Bloom sempre arrasa corações. To lembrando dele aqui no filme ‘Elisabetown’ – eu casaria.

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3. Patrick Dempsey

 

Se você vê o seriado “Grey’s Anatomy”, já sabe o quanto Patrick arrasa (ele não ganhou o apelido de McDreamy à toa).

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12 janeiro 2015

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Sempre tive um respeito enorme pelos mais velhos. Não um respeito condescendente do tipo ai-que-fofo, mas uma admiração profunda mesmo, de gostar de ouvir as histórias, de aprender com eles – porque pra mim não existe nada mais interessante do que a vivência . Como dizia Picasso, “jovens, envelheçam”. Experiência é tudo.

 

Acho que essa minha visão tem a ver também com a convivência breve mas intensa que tive com minha vó. Ela morou com a gente até meus 8 anos, quando morreu. Era uma figura, sempre tínhamos gracinhas da vó Alba para contar. Tinha uma elegância única mas também uma personalidade autêntica e às vezes até paradoxal: metia nas frases palavras em francês o tempo todo (consequência de de sua educação no colégio Sacre Couer, que ela sempre citava), fazia questão de ter uma motorista mulher e a chamava de chauffeuse (e eu pequena repetia, “cadê a Hilda chô-fês?”, tentando imitar a pronúncia dela) mas descia de roupão e chinelo, sem vergonha nenhuma, pra reclamar de alguma coisa no prédio. Me fazia andar com livro na cabeça pra andar com a postura certa e falava de igual pra igual comigo, ignorando que o fato de eu ser uma criança. Era politicamente incorreta, dizia uns absurdos tipo “Lelete, desse jeito você vai criar um monstro” (Lelete é minha mãe e o monstro, no caso, seria eu) condenando minha mãe por me deixar jantar tipo a meia noite miojo com salsicha – segundo a vó mais uma das várias faltas de limite na minha criação.

 

Enfim, vó Alba era uma causación. E eu adorava.

 

Lembro dessas coisas quando vejo as grifes mais importantes do mundo andarem escolhendo para suas campanhas mulheres bem mais velhas. Na campanha de verão 2015 da Celine, a ensaísta e romancista americana arrasante Joan Didion, de 80 anos, foi fotografada por Juergen Teller.

 

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A Saint Laurent também entrou nessa. Chamou a cantora e artista plástica canadense Joni Mitchell, de 71 anos. A musa foi fotografada pelo estilista Heidi Slimane em sua casa, na Califórnia.

 

 

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Eu falei só desses dois exemplos, mas existem muitos outros: Iris Apfel tendo sua prórpria linha de maquiagem na MAC (primeira foto), Charlotte Rampling pra NARS, Helen Mirren como garota propaganda da L’Oréal. Adoro. Para mim é completamente aspiracional. E, pelos elogios que as campanhas tem recebido, vejo que para muitos outros também. Fiquei com vontade de comprar aqueles óculos da Celine vendo aquela foto e a campanha da Saint Laurent me chamou mais atenção do que qualquer outra que eu me lembre.

 

A experiência e o peso que tem uma vida que deixou marcas em outras vidas é algo muito cool, fico feliz de ver que a moda esteja entendendo isso. E acho que esse movimento só mostra algo que eu sempre digo: as pessoas andam assustadas com o ritmo frenético do nosso tempo, tudo muito rápido, líquido, o imediatismo engolindo o sentido de tudo. Estamos percebendo que precisamos ressignificar o Tempo, uma necessidade que se manifesta nas pequenas coisas, entre elas, na alegria e no alento silencioso que sentimos ao ver campanhas como essa.

9 janeiro 2015

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O que mais tenho curtido nas playlists dos homens aqui no blog é que eu descubro que eles são românticos! E digo mais: os roqueiros são os mais fofos, as playlists provam. Não é a toa que tenho uma predileção por essa raça. Com meu amigo Alexandre “Capilé” Zampieri, músico e produtor musical, não foi diferente. O vocalista do Sugar Kane e da Water Rats tá cada vez arrasando mais no Brasil e no exterior com suas bandas e contou aqui pro blog suas top 5 músicas pra sexo. Listinha sexy e romântica, só música boa, to ouvindo aqui enquanto faço esse post.

 

01- Elvis Presley – Can’t Help Falling In Love

 

Vou começar com as dedicadas ao sexo com amor, aquele momento onde a sensibilidade e intimidade falam mais alto. Eu sou muito fã do Elvis, aprendi a ouvir rock com ele, suas baladas românticas se situam naquela linha tênue entre o brega e a genialidade, pra mim o clima fica perfeito, na luz baixa, no toque suave, na paciência…

 

 

02- Beatles – While My Guitar Gently Weeps

 

Como com o Elvis, os Beatles estão presentes na minha trilha para o amor. Esse som tem toda atmosfera romântica mas já com o toque de sensualidade, principalmente no grande solo do Eric Clapton, clima perfeito.

 

 

03- ACDC – Live Wire

 

A letra por si só diz tudo literalmente. O falecido Bon Scott, um dos vocalistas que mais admiro na música, era um safado de primeira, e Live Wire ilustra isso muito bem. Esse som, diferente dos outros dois acima, é pra putaria, one night stands, sexo no banheiro, sexo em qualquer lugar e sem compromisso principalmente. AC/DC tem varios sons pra essa vibe na minha opinião, principalmente os da “Era Scott”, o “Fio Desencapado” está pronto pra dar um choque daqueles…

 

 

04- QOTSA – Make It Wit Chu

 

Nem só de malandragem vive o sexo sem compromisso, tem o lado da química istântanea, que rola do nada, sem avisos e que exige um som a altura, pra esses momentos nada melhor que o Sr. Josh Hommes e sua Make it Wit Chu. O som é musicalização do sexo pleno, aquele virou a noite e já vê o dia nascendo, bem demorado, e é claro, muito bom.

 

 

 

05- Arctic Monkeys – Do I Wanna Know?

 

Precisamos de um meio termo né, um que seja nem tão romântico e não tão descartavel, pra essas horas um som mais “moderninho” cai muito bem, e pra mim o Arctic Monkeys e sua Do I Wanna Know? caem muito bem. O som tem a pegada estilo QOTSA, mas tem mais velocidade e também tem um clima mais romântico, graças a todo requinte da voz de Alex Turner. Serve tanto pra gatinha que você pegou na balada, sua namorada, esposa, fuck friend… Vai bem com tudo.