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26 setembro 2014

Rafa Rocha

 

O Rafa Rocha, além de meu amigo querido, é diretor de arte da Revista Noize e integrante da banda Wannabe Jalva, que acabou de lançar um clipe #causación:

 

 

…e logo mais estará em turnê por NYC. Também acabou de ser indicado ao Grammy latino pelo projeto gráfico da banda Apanhador Só. Ufa! E, como vocês podem ver na foto, é gato também haha.

 

E aí que eu não poderia deixar de pedir uma playlist sexy pra ele, né? Então vamos lá:

 

“Eu sempre acreditei muito mais em DISCOS ao invés de músicas na hora do sexo. Todo o ritual, o mood do sexo mesmo, vai total de encontro com o que tá rolando no som. Como bom “tarado” por discos, sempre é maravilhoso colocar um vinil para rodar antes da história tomar forma. O problema é virar o lado… haha. Então selecionei algumas músicas que para mim representam os discos que elas se inserem, e por que não os próprios artistas que as interpretam.”

 

Red Hot Chili Peppers – Power of Equality

 

 

A música que abre o Blood Sugar Sex Magik, que eu acredito ser o disco que eu mais escutei na vida para transar. Para mim é um disco perfeito para o momento, tem os moods ideiais, começa mais pegado, da umas pausas, volta com tudo… É o funk, o rock, o groove, o peso, a leveza, tudo ao mesmo tempo agora.

 

Curtis Mayfield – Get Down

 

Os negão sabem tudo. Esse é o som de abertura do Roots, álbum pedrada do Curtis Mayfield dos anos 70. É o groove sempre sexy do funk, sempre combina muito bem, tem todo o movimento necessário, para mim encaixa perfeitamente.

 

Jimi Hendrix – Bold As Love

 

É suave, é intenso ao mesmo tempo. Quando ele começa a solar, a parada perde o freio, e é assim que “a coisa” tem que ser. Deixa na mão do maior de todos que dá tudo certo. Todo esse disco (Axis) é incrível para o momento, cheio de cores e boas vibrações. Como a própria letra diz: “And all these emotions of mine, keep holfding me from giving my life to a rainbow like you”. Coisa linda de deus…

 

Jorge Ben – O Homem da Gravata Florida

 

Esse disco, o Tábua de Esmeraldas, é um dos últimos que constantemente rodam na hora do vamovê. Ele tem um groove animal e um toque Brasil que só a maestria de Jorge Ben conseguem exemplificar em forma de música. Escolho este som, dentro de todos do disco, pois ele tem um balanço especial, típido de jorge. Recomendo… e muito.

 

Black Sabbath – Wheels of Confusion

 

Quando eu comecei a namorar a Juli (Juli Baldi, namorada dele, uma fofa e ótima dj) a gente só escutava Sabbath para fazer sexo! hahaha Temos (entre os meus e os dela) uns 10 discos deles, e esse sempre foi o meu preferido. Ele abre com essa maldade, meio lenta e meio groove que é animal, a partir do meio final da música ela engata de vez e não tem mais volta. Acenda uma vela, apague a luz, coloque o Vol.4 pra rodar… uma bela experiência.

 

25 setembro 2014

A visão do senso comum é que tesão vem de coisas sexuais óbvias, um corpo bonito, uma roupa sexy, uma beleza dentro dos padrões, as palavras certas… Mas basta pensar um pouquinho antes de responder sobre o que nos excita que a gente logo percebe que, quando o assunto é sexo, o buraco é muito mais embaixo – e o tesão pode vir de coisas que a princípio nada tem de sexual.

 

Aqui conto as minhas:

 

Homem chorando

Acho muito sexy homem chorando. Adoro vulnerabilidades masculinas, vejo o choro como uma entrega, um momento de transbordamento, de conexão, de verdade. Por algum motivo relaciono isso com o momento do sexo, no qual também rola essa entrega sem filtro. Daí o resultado é que acho extremamente excitante homem chorando. Sério, fico louca. Me julguem. Mas podia ser pior pior, eu podia ter fetiche com, sei lá, palhaço. Então tá tudo certo. Chorem pra mim, homens!

 

Legends of the Fall

Legends of the Fall

 

 

Um comentário intelectual num momento inesperado

No meu segundo livro tem um conto no qual o narrador fala sobre a personagem: “Seu tesão era intelectual, as pessoas tinham que tomar cuidado com o que diziam para ela”. Auto-referente assumida que sou, essa passagem foi obviamente inspirada numa característica minha: adoro uma conclusão inteligente, um comentário articulado ou uma citação dita assim, como quem não quer nada, numa mesa de bar, entre um vinho e outro. Inteligência é algo extremamente afrodisíaco.

 

 

Humor

Adoro gente que me faz rir. Rir das mesmas coisas, ter o mesmo tipo de humor é algo essencial para que eu queira conviver mais com o cara, conhecer mais ele. Pode não ser o golpe final para me levar para a cama, mas certamente vai me manter mais tempo perto para que em breve isso aconteça.

 

 

 

Segurança

Curto gente segura, levemente arrogante. Mas tem que mostrar junto alguma fragilidade, alguma vulnerabilidade que escape em meio essa segurança. Esse equilíbrio é difícil, mas quando rola eu acho incrível. Exemplo de homem assim é o Hank Moody, da série Californication. Amo.

 

californication

 

Homem educado

Homem educado é tudo, gente. Não sei porque as pessoas não falam mais disso. Faz toda diferença, a pessoa se sente à vontade para se abrir (em todos os sentidos) porque se sente respeitada. Sentir que o outro é educado não só com a gente mas com os outros ao redor gera uma vibe ótima que pode sim passar pelo tesão.

 

23 setembro 2014

Dando continuidade às #EscolhasObscenas, aqui estão mais cinco coisas #hot que amo. Pra erotizar um pouquinho a semana de vocês. Me contem o que vocês acham e me passem suas dicas também! <3

 

escolhasobscenas2-2

 

Sociedade Secreta do Sexo (Marcos Nogueira, Ed. Leya): O jornalista Marcos Nogueira (que já foi colunista também da minha querida Revista Vip) decidiu sair por aí investigando as melhores orgias do mundo. Seja num resort libertino onde swing faz parte da programação ou em festinhas particulares & luxuosas na Europa, ele estava lá acompanhando a viagem hedonista de pessoas que, fora dessas espécies de sociedades secretas cheias de regras, levam suas vidas normalmente como você. Lendo o livro a gente se sente mega voyeur vale a pena (especialmente se você não teria coragem de ser vouyer num orgia de verdade, essa é sua chance).

 

Gel Sensual para massagem 2 em 1 (da Durex): é ótimo porque ele funciona ao mesmo como massagem corporal e gel lubrificante.

 

We Vibe: Simplesmente o vibrador mais desejado do momento, sonho de consumo de todo mundo que curte sex toys. O motivo: nunca tinha sido feito um vibrador tão perfeito para usar a dois. Aqui eu falei mais dele.

 

“The Boudoir Bible – The Uninhibited Sex Guide For Today” (Betony Vernon): Amo a Betony Vernon. Ela é uma antropópologa sexual que começou a se interessar pelo erotismo com seu trabalho como designer de jóias com esse tema. A partir dali começou a estudar cada vez mais a sexualidade humana, dar palestras libertinas e recentemente lançou esse livro incrível com suas conclusões. A visão dela sobre sexo é igual à minha, super me identifiquei. Por enquanto você precisa encomendar mas assim que chegar no Brasil eu aviso vocês. E em breve posto aqui uma entrevistinha com a Betony, já to em contato com ela.

 

Bolinhas de pompoarismo: Amo. Ainda vou falar bastante disso aqui porque acho que o pompoarismo (exercício dos músculos vaginais) melhora muito a vida sexual. Melhora o orgasmo feminino e faz a mulher ter um controle dos músculos que enlouquece qualquer homem. O problema é ter disciplina pra exercitar (#preguiça ) mas vale a pena.

16 setembro 2014

Quem me segue nas redes sociais (se você não me segue, é só clicar nos ícones espalhados aqui pelo blog, haha) sabe que ontem eu gravei uma participação para o Canal 5 formas, do Fernando Muylaert e da Madame Mim. Foi super engraçado e me diverti horrores!

 

Checando a cena na qual eu chicoteava o Fernando Muylaert hahaha

Checando a cena na qual eu chicoteava o Fernando Muylaert hahaha

 

Aproveitei que essa semana é semana de playlist e pedi pro Fernando Muylaert nos contar o seu top 5 de música pra sexo, ou como ele mesmo disse: “músicas para chacachaca”, haha. O Fernando é ator e comediante, e vocês devem conhecê-lo do programa Vida Loca Show, que passava no Multishow. Ele também já fez parte do elenco do Saturday Night Live Brasil, e atualmente está no elenco do programa Chuchu Beleza do Felipe Chavier e o #5Formas com a minha amiga Madame Mim.

 

fernando-muylaert

 

Bom, chega de papo e vamos a sua playlist (que é tão engraçada quanto ele, também não poderia ser diferente, né?):

 

Happy – Pharrell Williams

Essa música significa muito pra mim, porque é assim que eu me sinto quando consigo transar.
Pompeii – Bastille

Das melhores musicas da atualidade. Essa eu me empolgo e mando no coro. Quando alguém aceita.

 

Magic! – Rude

Adoro essa musica. Rude e magia tem tudo a ver com sexo, não?

 

Detonator

Qualquer música do Detonator também me ajudam muito a fazer amor. Amor! Sexo, não.

 

Bruninho & Davi – Se Namorar Fosse Bom

Anima na hora H e já dá um aviso. (Pode sertanejo ou vai pegar mal?)

 

 

16 setembro 2014

Esse texto que postei no Virgula deu tanta repercussão que acho que devo dividir com vocês.

 

 

carol-libido

 

Para ler o restante do texto é só clicar aqui.

 

E aí? Vocês também estão questionando a monogamia?

8 setembro 2014

Ia começar a escrever aqui sobre minha amiga Monique Maion e lembrei de uma frase da Anais Nin, escritora que eu e ela adoramos. Anais disse sobre Henry Miller: “Ele é como eu, uma pessoa a quem a vida embriaga”. É isso. Monique está entre o seleto grupo dos que se deixam ser embriagados pela vida. Cantora e compositora, está agora morando em Los Angeles, só voltando para o Brasil para pequenas turnês (acabou de voltar da terceira).

 

E o que ela está fazendo lá em Venice Beach? “To gravando disco novo, tocando na praia, fazendo trabalho voluntário com os artistas de rua, finalizei um livro de poesia e  iniciei finalmente a polêmica auto bio sem censura.” Buena onda…

 

Já avisei que esse ano ainda vou lá pra causar bastante com ela e marcar presença nessa bio sem censura! Por enquanto, curtam aqui o playlist da Monique com as top five músicas pra sexo. E ela avisa: “Aposto no sexo com dinâmica sempre portanto achar o bpm correto é essencial para mim.”

 

 

1 – Halina Frąckowiak – Idę dalej
Polish Funk de 1974, gosto dessa vibe para boas preliminares. Lap dances, sexy moves, ótima música para tirar uma peça por vez.

 

2 – Morphine – Early to Bed
O ego é afobado demais, ele vai pra cama antes da hora, curte muito pouco o estágio sensível da pele, para domar o crocodilo e prezar por uma “gozada duradoura”.

 

3 – The Soul Agents – Foxy Lady (Instrumental)

Clássico, sem palavras.

 

4 – Los Yorks – Abrazame Baby
Rock psicodélico Peruano de 1968 para explodir junto no fim.

 

5 – Camille Yarbrough – Take Yo Praise
Celebrando a Kundalini, energia que gera vida e cura, um mantra para meditar e observar os ciclos ativos no corpo com afirmações de respeito e amor incondicional.

(Pra ouvir é só clicar nos nomes das músicas). ;)

2 setembro 2014

jennifer-lawrence-middle-finger

 

A essa altura você obviamente já sabe do babado que tá rolando, as fotos da atriz Jennifer Lawrence que vazaram na internet nesse domingo, fotos mega sensuais e íntimas que ela tirou e vieram à tona por meio de um hacker do mal que achou uma falha no iCloud. E você também já deve ter lido nas redes sociais todas as opiniões possíveis sobre essa invasão de privacidade e deve ter pensado, com muito medo, “se roubassem as fotos do meu iphone…”
Mas #quemnunca né meninas? Eu já passei por coisas bem engraçadas/trágicas com coisas desse tipo, como minha irmã achando uma câmera com fotos bem hardcore minhas com meu ex ou eu ir mostrar algo no iphone durante uma reunião importante e aparecer uma foto muito inapropriada. Minha sorte é que eu tenho licença poética pra esse tipo de causação porque, como diz minha faxineira, eu “trabalho com isso” haha. Mas, claro… nem se compara a uma situação como essa da Jen, afinal, nem preciso explicar o quanto tornar públicas fotos suas, sendo íntimas ou não, é errado, né? E que elas só devem ser feitas com consentimento.
Pra mostrar minha solidariedade com a causa (#freeyourselfie), resolvi pedir para algumas amigas deixarem eu postar aqui fotos íntimas delas, selfies sensuais ou fotos tiradas em momentos íntimos entre quatro paredes – e foto minha também, claro.
Thanks minhas lindas Monique Maion, Dani Buarque, Rose Dagostino, Renata Drummond e Madame Mim, que liberaram aqui suas fotos.

 

29 agosto 2014

#TBT o caralho, hoje é dia de #EscolhasObscenas!

 

A partir de hoje, toda quinta, vou postar aqui 5 itens que adoro. Sem compromisso com novidade, apenas coisas minhas que curto e que acho que vocês podem gostar também. O que elas tem em comum? Algum elemento a ver com sexo, claro. Ou você achou que estava num blog de moda ou da galera-do-suco-verde? Enjoy!

 

foto

Instax: Sempre quis ter uma câmera tipo polaroid e nessa minha última viagem encontrei essa mini-instax lindinha. To IN LOVE com ela! Fotos instantâneas fazem todo sentido hoje em dia. Além de dar essa aura mais cool & única pra cada foto, é a melhor opção pra vocês fazerem aquelas fotos bem pornôs entre quatro paredes que dá medo de fazer com seu iphone. Eu, que não tenho medo da morte, faço com o iphone anyway, mas claro que com a instax é melhor e mais seguro porque você pode guardar na segurança da sua casa pra só você e seu whatever verem.

 

Shortbus: Dirigido pelo incrível John Cameron Mitchell esse filme é puro sexo – mas não de um jeito óbvio. São outsiders, cada um com uma questão a ser resolvida que gira em tono desse tema. Eles se encontram num misterioso e lúdico club underground onde arte, música e sexo se misturam. Não vou mais contar, tem que assistir.

 

Henry & June: sou tão apaixonada por esse livro que sempre dou ele de presente para as amigas quando elas reclamam que tão meio desanimadas sexualmente. Não existe possibilidade de uma mulher não ser tocada pelas palavras eróticas da Anais Nin. Esse livro é parte do seu diário (sempre achei diários extremamente eróticos, adoro essa coisa meio voyeur de invadir a intimidade alheia) no qual ela conta seu envolvimento com o escritor Henry Miller e sua mulher, a sedutora June. Melhor triângulo amoroso ever. Quem não leu, vá comprar agora. Ou reclama pra mim que a vida sexual está desanimada que pode correr o risco de eu me comover e dar o livro de presente. UPDATE: Se bem que, pensando bem, eu vou dar de presente sim. As cinco primeiras leitoras (es) que encaminharem um email para “aobscenasenhoritac@gmail.com” vão levar pra casa um exemplar do livro Henry & June da Anais Nin, edição pocket da L&PM, que a editora disponibilizou para eu sortear aqui entre vocês! <3 – PROMOÇÃO ENCERRADA! Obrigada a todos que mandaram e-mails. Logo logo tem mais. ;)

 

Cinta-liga Chantal Thomass: minha marca preferida de lingerie. To numas de cinta-liga estilo vintage, tipo essa, que não cai naquela vibe vulgar-barata que lingeries normais caem. Gosto desse tipo de liga, mais grossinha, e de usar com meia 7/8 preta opaca. Daí dá pra colocar com um vestido e deixar aparecer sem problema. 100% dos homens morrem com isso, meninas, garanto. Como eu sempre digo, o imaginário masculino é alicerçado em clichês e não tem nada de errado em se aproveitar disso. Mas se você curte meninas tenha também certeza que elas não passam incólume por uma boa cinta-liga.

 

Vibrador Soraya (da marca Lelo): Esse vibrador é tão bonito que dá pra botar na sala, sério. Não curto vibrador que tenta imitar a coisa-em-si (porque afinal é outra coisa, né?), gosto desses que tem essa vibe design moderrrno. Esse é um tamanho bom (porque quando a mulher tá se masturbando geralmente ela não quer muita causação) e vários níveis de vibração interna e externa (essencial). Logo vocês vão conhecer minha coleção de vibradores, vou contando aos poucos.

 

E fiquem ligados nas minhas #escolhasobscenas que vão rolar toda quinta.

25 agosto 2014

bey     Já falei aqui no blog algumas vezes sobre minha posição pós-feminista (nesse texto aqui. E nesse outro) e minhas discordâncias com o feminismo mais radical e a maneira com a qual ele lida com certas questões. Todo pensamento de alguém vem obviamente de uma vivência, de uma série de experiências que formam a ideologia de um indivíduo.

 

E eu cresci num ambiente muito girl power. Tinha 3 anos quando meu pai morreu, então eu – caçula da família – e minha 3 irmãs fomos criadas pela supermulher que é minha mãe. Ela nunca reclamou de ter que lidar com a dificuldade (psicológica e financeira) que é criar sozinha quatro filhas, nunca vi nela um sinal de fraqueza ou algum ressentimento por ter que segurar aquela barra sem ajuda de ninguém. Era um matriarcado, com valores matriarcais que não eram verbalizados, simplesmente existiam – o patriarcado não tinha vez ali. Cresci sem pai e nenhuma figura masculina, não fiz substituições porque elas não foram necessárias. Então nunca esteve em questão pra mim o poder feminino, eu simplesmente SABIA que a mulher era um ser extremamente poderoso. Era assim e fim de papo. Isso gerou uma suavidade e uma posição não combativa da minha parte em relação a essa discussão sobre gêneros. Eu olhava ao meu redor e via mulheres poderosas, mulheres que não se vitimizavam, logo essa foi minha postura perante o mundo. Me tornei desde pequena uma pessoa que pensa que discursos são muito fracos se não associados com ações. Eu sempre quis ser um exemplo, não alguém que pede. Essa minha atitude gerou um respeito ao meu redor. O mesmo que minha mãe tem, que minhas irmãs tem, o que me fez entender que ser é mais eficiente que gritar.

 

Minha maneira de ser feminista é essa: agir como mulher no mundo da maneira que acho certa, é escolher de acordo com meus valores, é exercer meu poder feminino em todos seus prismas (inclusive o sexual, sem reprimi-lo em busca de maior respeito) e naturalmente fazer com que as pessoas que me rodeiam vejam o poder e respeitem. Eu não fico gritando por respeito, eu simplesmente ajo de forma que o respeito inexoravelmente aconteça.

 

Por isso fico tão feliz de ver na mídia mulheres como Beyoncé. Eu nem sabia que ela participaria do VMA, premiação da MTV que rolou ontem, e que faria essa tão comentada apresentação, mas casualmente assisti no fim da tarde o documentário dela “Life is but a dream”. O filme mostra vários lados dela e trabalha bem esse contraste do poder hipnótico que ela exerce no palco com sua voz e seus potentes rebolados e o lado doce de mãe e esposa apaixonada que valoriza a família, que se permite ser mulherzinha sem a necessidade de botar o pau na mesa o tempo todo.   Esse mix de vulnerabilidade real com o poder da persona pública (e da mulher de negócios no controle de seu império) me fez pensar: no mundo pop Beyoncé representa a mulher pós-feminista que materializa meus pensamentos sobre o assunto. O poder da mulher que se permite viver uma força que não é igual a da homem, mas que vem da aceitação de uma feminilidade arquetípica e desse poder em sua totalidade. Uma mulher que se permite escolher e bancar suas escolhas de uma forma afirmativa e não-combativa. E agir ao invés de só falar. Na minha opinião, nisso consiste a verdadeira badassness.

 

Foi o que vimos ontem quando ela, poderosa, numa apresentação apoteótica de 20 minutos, cantou sua música ‘Flawless’ com samples do discurso lindo da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi:

 

“Nós ensinamos garotas a se encolherem, a se diminuírem. Nós dizemos às garotas: ‘Você pode ter ambição, mas não muita. Você deve almejar o sucesso, mas não muito sucesso. Caso contrário, você ameaçará o homem’. Por eu ser mulher, esperam que eu sonhe com casamento. É esperado que eu tome decisões pra minha vida tendo sempre em mente que o casamento é o mais importante. Agora, casamento pode ser uma fonte de alegria e amor e apoio mútuo. Mas por que ensinamos garotas a desejarem o casamento e não ensinamos o mesmo aos garotos?   Nós criamos garotas para verem umas as outras como competição. Não por trabalho ou sucesso, o que eu acho que poderia ser algo bom. Mas sim competição pela atenção dos homens. Nós ensinamos que garotas não podem ser seres sexuais do mesmo modo que garotos são.   Feminista: uma pessoa que acredita na igualdade social, política e econômica entre sexos”.

 

Uma celebração linda e poderosa do feminismo. E ela causou no palco e depois chorou e depois se declarou para o marido e a filha. Ela nem precisava levantar essa bandeira porque a maneira como ela vive já traduz isso, mas não pude deixar de me emocionar com aquela imagem dela sozinha no palco com a palavra FEMINIST gigante no telão.   eu-beyonce-e-o-feminismo

Era isso. Nada mais precisava ser dito.

 

Fico feliz de ver que o mundo, aos poucos, está parando com o slut shaming, com ideias ultrapassadas que endossam a dicotomia machista do sexy-OU-inteligente/talentosa e está começando a entender o que é o pós-feminismo de verdade.

 

Respect that. Bow down, bitches, bow down…

 

25 agosto 2014

Eu e um pornstar da República Tcheca no meu quarto em Paris. Imaginou?

 

Rewind. Vou começar do começo.

 

Conheci Jakub Nytra (Jake), um dos principais atores da X-Art, enquanto cobria a Erotika Fair aqui no Brasil. Fiquei amiga dele e falei que ia pra Paris no mês seguinte passar um tempo para acabar meu livro. Ele disse que já estaria de volta em Praga e que poderia me encontrar lá na França. E não é que ele foi? Passou um fim de semana lá comigo me fotografando (ele é também um ótimo fotógrafo, ele fala bastante disso na entrevista), bebendo vinho, curtindo lugares incríveis na cidade e… – não pense besteira haha – sendo entrevistado.

 

caroljakub

(Eu e Jake chocando os garçons com nossos papos no Kong, restaurante lindo.)

 

Claro que eu não podia deixar passar essa oportunidade de mostrar pra vocês um pouco dos papos ótimos que tivemos ao longo desse fim de semana em Paris.

Dá um play aqui pra assistir (quase) tudo. E não esquece de escolher ali a opção hd.

 

Ah, pra ver a primeira da minha parte da #TripObscena em Paris é só clicar aqui.