ESSERE - Jóias Exclusivas



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29 maio 2015

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Estava com saudade das playlists do blog? Eu também! Dessa vez chamei a Laura Vicente pra confessar aqui quais são as músicas que não podem faltar na playlist sexual dela.

 

Laura é apresentadora do Multishow, onde cobre shows e festivais ao vivo e apresenta o Bastidores, programa que mostra tudo de mais legal que rola na cena cultural. Cena essa da qual Laura também faz parte: ela é atriz e está em cartaz com Fortes Batidas, uma peça sobre balada, de teatro imersivo, onde não existe distinção de palco e platéia. “O elenco interage com o público o tempo todo, com música alta, bebidas, enfim, é bem um universo de balada mesmo. A peça tem tido grande repercussão e o retorno do público tem sido incrível”, ela contou.

Mas hoje não tem teatro nem programa de tv, tem a bela aqui só pra gente contando quais são suas top 5 músicas pra sexo. Enjoy!

 

FKA – Two Weeks

 


Descobrimos FKA não tem muito tempo – nós e o mundo – que além de musa do je ne sais quoi excêntrico também é musa de rpatz, essa atualmente é minha ~música da personificação do sexo~
Não tem como não pensar em sexo com os graves e os vocais ultra sensuais, um perigo quando toca na balada.

 

 

Banks – Brain

 

 


Ah Banks! Melancolia, gritos e instabilidade, viva! O melhor dessa música pra mim é que ela se divide em diferentes moods, o que pode instigar diferentes moods… E eu como boa pisciana tinha que encaixar uma Banks muito da dramática nessa seleção. Drama + sexo (nesse caso, com Banks) = Brain

 

 

Kwabs – Wrong or Right

 

 


Batidas, vozeirão grave e maravilhoso, Kwabs é uma boa trilha pra aquela transa que você não sabe muito onde vai dar. Nem quando vai rolar de novo. Se vai. Ou não. Essa maravilha da modernidade líquida que a gente tá acostumado.

 

 

Mø – Dust is Gone (night version)

 

 


Mø e eu fomos amor à primeira música, ela (que aliás vem à São Paulo dia 29/5 agorinha) me encantou com absolutamente todas as músicas desse primeiro álbum, o No Mythologies to Follow. E nos singles. E nas parcerias. E nas versões. E na vida.
Essa é a do mood sexo com amor, íntimo, entregue. Talvez seja minha favorita, mas pra usar com moderação

 

 

Chet Faker – Talk is Cheap

 

 


Pra fechar, nada como um bom Chet Faker pra dar mais uma masculinizada – dessa vez barbuda – nessa playlist. Chet Faker é meio coringão, serve pra intensidade, casualidade, amor, figurinha repetida, o que for contanto que seja alguma coisa.

12 maio 2015

As mulheres concordaram muito com minha última coluna da Revista Vip. E você?

 

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“Sempre preferi ter homens que haviam tido relacionamentos pelos quais passaram um certo tempo do que aqueles que ficavam na pixta da solteirice pegando todas. Não por alguma espécie de moralismo. O motivo era simples: homens que tinham namorado mais geralmente eram melhores na cama. Lembro de ter essa certeza desde muito cedo. E sexo pra mim é 80% de uma relação (com essa conexão não racional é possível intensificar a conexão nas outras áreas do relacionamento), então sempre observei quais pontos levavam um cara a ser bom sexualmente. Claro que não é regra, mas se o cara namorou mais, se passou mais tempo com uma única mulher em vez de ficar pulando de cama em cama, certamente ele conheceu de verdade o corpo feminino e sabe mais sobre o prazer das fêmeas – que, definitivamente, não é coisa pra iniciantes”…( LEIA O TEXTO NA ÍNTEGRA AQUI )

 

 

29 abril 2015

A Roberta Weber tá certamente entre minhas top 3 stylists preferidas. Ela é também consultora de moda, se formou em fashion styling & photography na London College of Fashion. Durante os seis anos que morou na Inglaterra trabalhou em projetos para marcas como Jil Sander, Topshop e ID magazine. Já me produziu para um ensaio e, como é também amiga, às vezes recebe umas ligações minhas pedindo sugestões de looks. Tipo essa: “Roberta, to indo para o Hedonism, resort libertino na Jamaica, sabe? O dress code é: roupa opcional, tipo você só usa roupa se quiser. O que eu levo?”

 

Depois de rir muito e dizer que essa foi a coisa mais louca que já pediram pra ela, ela deu dicas que foram tão boas que tive que postar aqui todas. Pra você guardar para o dia que for para um resort como esse. Não tá nos seus planos? Pois trate de colocar. Nada mais contemporâneo do que a falta de limites de lugares hedonistas como esse. No próximo post eu conto mais sobre o Hedonism, mas por enquanto fiquem com 9 dicas e referências da Roberta:

 

1 - Não é porque roupa é opcional que devemos deixar de lado a delícia que é expressar nossa personalidade através do que vestimos. A melhor forma é apostar nos cover-ups, na sensualidade da transparência e claro, nos acessórios.

 

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2 - Make na praia não é a melhor ideia, vale deixar a pele respirar, mas se estiver muito afim dá para usar aquele pó compacto com spf alto. Já os lábios merecem atenção, se joga nos tons de coral ou em um rosa forte.

 

3 - Quimonos estão super em alta, portanto fáceis de encontrar no momento. Eles ficam charmosos usados abertos. Os modelos com franjas ou texturas são os mais legais de apostar.

 

4 - Chapéus, óculos (os do tipo espelhado seguem bombando) também não devem ser esquecidos para proteção e charme.

 

5 - Na hora de fazer a mala, é bom pensar em versatilidade. Lenços grandes são perfeitos. Dá para amarrar estilo sarong (o youtube é cheio de vídeos tutoriais), fazer como top e no final amarrar no cabelo. Bem no estilo Nicole Richie e Bardot nos anos 60.

 

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6 - Aliás, vale se inspirar nas minhas musas: Bardot em Saint Tropez com colares longos (que chamam atenção para o colo e alongam), Talitha Getty e sua vibe boho, amo os kaftans e as estampas incríveis, Anita Pallenberg e seu estilo rock´n´roll meio místico e sempre sexy, vale colocar um poncho sem nada embaixo: Mais cool e Anita impossível!

 

7 - Na brincadeira do mostra e esconde, materiais como crochê e renda sempre caem bem. Basta esquecer do forro durante a trip e usar aproveitando a transparência natual do material.

 

8 - As body chains, jóias para usar no corpo, criam desenhos lindos usadas com biquini e tem seu efeito maximizado se usadas sem nada.

 

9 - Às vezes menos é mais, se rolar um dia de ressaca quando o cérebro se recusa a ficar muito criativo com looks, uma camisa masculina branca ou jeans fica incrível usada aberta ou com nó estilo Florinda Bolkan (outra musa 70´s).

 

26 abril 2015

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Em um de seus seminários Lacan disse: “o corpo, ele devia deslumbrá-los mais”. Essa é uma das frases que talvez resuma o que penso quando vejo o quanto as pessoas temem o corpo e as manifestações eróticas. O que me lembra outro pensador do erotismo, meu muso Georges Bataille, que explica o incômodo que o tema causa: “A obscenidade significa a desordem que perturba um estado dos corpos que estão conformes à posse de si, à posse da individualidade durável e afirmada”.

 

Lembrei dessas coisas enquanto via a exposição “Mentiras eróticas e Absorventes”, do Pedro Henrique Moutinho, que está na galeria Luis Maluf (Peixoto Gomide 1887).

 

Adorei e saí de lá querendo todas na minha casa. Como o título sugere, todas as obras tem uma carga sexual forte, quase como se estivéssemos espiando pelo buraco da fechadura a intimidade do universo feminino. Obras sensuais e expressivas se espalham por diversos materiais (caixas, portas de armário e também papel e tela) em desenhos que nos tocam daquela forma imediata (sem a mediação da razão) causando sensações que só o erotismo é capaz de causar.

 

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Falei com Pedro sobre seu processo criativo, sobre o que o inspira e sobre a polêmica causada por seu programa da HBO, “Mulher arte” (no qual ele pintava mulheres nuas enquanto as entrevistava). “Infelizmente ainda é tabu que uma mulher fale de sua sexualidade”, disse ele.”Arte é forma e conteúdo, é reflexão, pensamento, posicionamento, sendo assim por mais explícita que seja jamais será pornografia”.

 

Leia a entrevista completa aqui:

 

Como começou essa sua relação com a arte erótica?

 

O meu primeiro contato com arte erótica, que consigo lembrar, foi ainda na infância, com gibis de charges eróticas que meu avô comprava pra mim. Na adolecencia a referência era a revista Playboy que meu pai assinava. Eu sou da última geração pré-intenet. Depois veio a faculdade de artes plásticas onde conheci todo o universo da arte. O erotismo está em tudo que eu vejo, não sei se é uma coisa minha ou se todo mundo é assim. Apesar de apreciar arte erótica desde muito cedo foi só depois de maduro, depois dos 30, que tive interesse em produzi-la.

 

O que te inspira para criar? A ideia surge a partir de algo real?

 

Tudo que é humano me inspira, me alimenta. As imagens, algumas vezes me vêm prontas na cabeça, a partir de algo que ouvi ou de um movimento, alguém que passa na rua, um suspiro… Mas a grande maioria acontece a partir do encontro com pessoas reais. Eu gosto de usar modelos para construir as imagens. As mulheres ao posarem me levam a lugares que talvez eu não encontrasse sozinho. Um olhar, um gesto, uma pose que vem da particularidade de cada indivíduo. Algumas das minhas obras mais ousadas são fruto de observação de momentos reais.

 

Seu programa da HBO foi considerado pornográfico. O que você achou disso? Qual é na sua opinão a diferença entre erotismo e pornografia?

 

 

Dizer que a série Mulher Arte é pornográfica é simplesmente absurdo. A série é documental e não contém nenhum conteúdo explícito. Nem nenhum tipo de insinuação da prática sexual, não há nenhuma cena de sexo, real ou simulada. O que há de mais erótico na série é o depoimento livre de mulheres reais sobre sua sexualidade. Não ouve nenhum tipo de direcionamento para as respostas, cada uma contou o que quis. Mas infelizmente ainda é tabu que uma mulher fale de sua sexualidade. Vetar qualquer producão artística por conta do seu conteúdo é censura, pura e simples. Podem marcar como quiserem, é censura. Arte é forma e conteúdo, é reflexão, pensamento, posicionamento, sendo assim por mais explícita que seja jamais será pornografia.

24 abril 2015

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Adan Jodorowsky transando loucamente com a pornstar Stoya? Sim, foi a situação na qual o próprio Adam se colocou para seu último clipe, da música Would you be mine. Adam é filho de um dos marcos do surrealismo, o diretor chileno Alejandro Jodorowsky, mais um daquela turminha causadora da qual Buñuel fazia parte.

“Quando era criança, em casa se ouvia uma sinfonia de orgasmos. E quando um de meus irmãos fazia amor celebrávamos no dia seguinte. Falávamos de forma aberta sobre o tema”, disse ele em recente entrevista a uma publicação espanhola. Adan, agora conhecido como Adanowsky, já atuou em filme do pai e já lançou alguns bem sucedidos álbuns. Sua nova causación é esse clipe.

 

Não é de se espantar que ele tenha chamado a pornstar mais inteligente desse rolê (ela tem uma coluna na Vice e colabora para o NY Times e Esquire) e a tenha colocado em situações extremas que de tão surreais não chegam a ser tão agressivas quanto seriam em outros contextos. Exemplo? Em uma das cenas do clipe Adam enfia um crucifixo no cu dela. Pois é…e vocês aí achando que são vocês que causam.

 

Sobre a cruz, ele diz: “Para mim um crucifixo não é Cristo, é só uma coisa de madeira. Cristo nunca disse ‘sou um crucifixo’. Não estou insultando Jesus, estou apontando para os homens que criaram uma ilusão. A religião está sendo distorcida de maneira vergonhosa pelos homens”

 

Então tá.

 

Assista o vídeo aqui:

 

15 abril 2015

Fala-se muito do #girlpower mas às vezes esquecemos que o mais básico para empoderar o mundo feminino é a união das mulheres, é falarmos bem umas das outras não num plural abstrato, mas individualmente – exaltar o que a outra faz de bom ao invés de ficar naquelas de slut-shaming, age-shaming, fat-shaming ou ficar brigando porque temos visões diferentes sobre o feminismo. Pensei nisso quando minha amiga Rose D’Agostino me escreveu comentando sobre uma entrevista que tinha feito com a cineasta brasileira Katia Adler, mulher que teve, há 17 anos, a iniciativa de apresentar via Paris para toda Europa o que é o cinema brasileiro (e criou o Festival de Cinema Brésilien de Paris que hoje é uma super vitrine para nosso filmes). Fiquei com vontade de publicar essa entrevista e me veio esse pensamento: o blog precisa falar mais de mulheres que arrasam, preciso fazer jus a essa minha ideia de empoderamento feminino que sempre expresso. Todas nós precisamos.

Rose, que também arrasa, é uma amiga livre & criativa que mora em Paris. É atriz e, segundo suas próprias palavras, está “num ano sabático experimentando coisas”. Em Paris integra um laboratório de performance arte com intervenções urbanas e faz projetos incríveis que não vou falar agora porque eles merecem um post só para eles. Rose conversou com Kátia Adler sobre mulheres no cinema. A matéria completa vocês podem conferir abaixo:

 

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Primavera de 1997 em Paris. A cineasta brasileira Katia Adler, que já estava há muitos anos longe de casa, produzindo para cinema e televisão na França, tinha uma necessidade urgente de se conectar com sua origem, voltar pras suas raízes, recuperar sua identidade. Inventou de fazer uma mostra de filmes brasileiros na cidade luz. A ideia virou um projeto et voilá! Surgia o Festival de Cinema Brésilien de Paris, hoje em sua 17a. edição.

O Festival que aconteceu de 7 a 14 de abril em Paris, trouxe 32 filmes, alguns ainda inéditos no circuito francês, entre longas, documentários e curtas. E com destaque para muitas mulheres, entre elas Carolina Jabor, Ale de Abreu e a Anna Muylaerte com o seu maravilhoso ‘Que horas ela volta?’, prêmio de melhor atriz em Sundance pra Regina Casé.

 

Com a presença badalada de artistas e diretores, a festa do cinema brasileiro este ano invade uma das mais tradicionais salas de Paris, o cine L’Arlequin, no mítico bairro de Saint Germain, com direito a um bar temático que serve (é claro!) caipirinhas pra animar os cinéfilos antes e depois das sessões.

 

Numa conversa rápida com a carioca que, além de fundadora é curadora do Festival, uma conclusão: cada vez mais mulheres gritam “Ação!” no set de filmagem e ampliam seu espaço num reduto sempre muito masculino, o da direção de filmes.

 

 
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Katia, conta pra gente como foi esse começo, como assim você sozinha inventou de fazer um Festival de Cinema Brasileiro em Paris?

 

Pois é, eu já estava aqui há alguns anos, vim pra estudar cinema, acabei ficando, produzindo curta metragens, trabalhando pra TV e sentia uma necessidade de recuperar minha identidade brasileira, me conectar com a minha brasilidade. Daí a vontade de fazer uma mostra. Era época do Collor, o Brasil tinha poucos filmes, mas aí, foi como fazer um filme, mesmo. O desafio foi mais ou menos o mesmo.

 

No Brasil a gente está acostumado com alguma dificuldade, mas aqui, como é que foi? Você como mulher, estrangeira, foi mais difícil?

 

Na verdade é sempre dificil. Até hoje é difícil. Todo ano recomeço do zero. É como se eu fizesse um filme por ano. Ter a ideia, porque todo ano tem uma temática, fazer um roteiro, selecionar os filmes, buscar patrocínio, tudo igual. Eu nunca olhei pra dificuldade e nem quero olhar. Me falaram que era impossivel. Pessoas que eu amo me disseram que era loucura, que o Brasil não tinha cópia, era bangunceiro demais pra isso, mas mesmo com dificuldade, quando a gente quer uma coisa a gente luta e consegue. É assim pra tudo, não é? E eu nem falava de continuidade, eu falava de uma edição. Mas aí, depois que você faz uma e vence as dificuldades, você percebe que pode fazer outra, começando do zero, mesmo. Às vezes eu quero muito um filme e eu espero um, dois anos pra conseguir. Não tem problema, o Festival é amplo, a ideia é de um panorama, mesmo.

 
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E o interesse do público, como é? Quem é esse público francês que quer ver o cinema brasileiro?

A França adora o Brasil, mas o público cinéfilo estava muito longe do cinema brasileiro, parou no Glauber, no cinema novo.No início o público só conhecia o Cacá Diegues, o Nelson Pereira, o Joaquim Pedro, porque eles estiveram na França no anos 70, 80 e marcaram uma era. Depois de 2005, quando teve o ano do Brasil na França, as pessoas começaram a se interessar de outra forma pelo Brasil, o público veio mudando a cada ano. O Brasil passou a ser um destino importante pros franceses, eles vão pro Brasil depois de terem tido um contato com a cultura, gostam e mantém essa ligação. Vem pro Festival pra ouvir e falar o português, pra matar a saudade. Dependendo do filme a gente alcança um tipo de público. A gente mira sempre no público jovem, porque no geral, quem vem é mais velho, mas a gente tem essa meta de divulgar pro jovem, mesmo. Este ano a gente tá fazendo uma pesquisa pra conhecer melhor esse público.

 

O Festival então acaba revelando um pouco do Brasil, aguçando as pessoas.

 

Sim.E como a gente mostra filmes recentes e alguns distribuidores compram os filmes brasileiros pra exibir na Europa, acaba sendo uma vitrine que amplia esse conhecimento sobre o que se produz no nosso país.

 

E como é a tua curadoria, como é o teu processo?

Todos os anos a gente tem um tema e uma homenagem importante. Este ano é cinema e literatura e a Maria Betania é a personalidade histórica brasileira homenageada, porque ela é a maior cantora do Brasil, nos seus 50 anos de carreira, isso tem q ser comemorado. Ela nao pode vir mas são 3 filmes homenageando a história dessa cantora maravilhosa. E tem sempre documentários. Eu insisto em docs porque eles são muito importantes, muito reveladores do nosso tempo. Então, a partir de um tema eu sigo no meu roteiro e vou buscando filmes, vou vendo, selecionando, negociando.

 

A gente sabe que o mundo do cinema é muito masculino e este ano tem 7 diretoras apresentando filmes, você é uma mulher que faz esse filme/festival todo ano, vi que a tua equipe é basicamente composta de mulheres, isso tá mudando? 

 

Pois é, a gente tem algumas diretoras se destacando e isso é pra ser comemorado! Mas a participação feminina está longe de ser representativa não é só no Brasil. As mulheres são excelentes produtoras, mas na direção a gente ainda tem um caminho aí pra percorrer porque sim, ainda é um reduto em que os homens reinam. As mulheres estão ganhando lugar, estão mais presentes e fazendo um lindo percurso. O filme da Carolina Jabor, o da Anna Muylaerte, enfim, os filmes de diretoras mulheres que a gente mostra no Festival são grandes trabalhos.

 

E a estética veio mudando também, né. Teve um momento em que o Brasil era só violência em favela, depois do boom Cidade de Deus.

 

Sim, mudou. Antes era sertão, depois favela, mas este ano a gente tem um panorama, filmes muito diferentes, sensíveis, musicais. Mas a gente fecha o Festival com um filme de ficção delicadíssimo, feito por uma mulher, inclusive, que é o “Que horas ela volta?” e com um documentário interessantíssimo, o “Favela Gay”, porque favela tem que ter também.  A favela é parte do Brasil e tem q ser tratada como um bairro, de forma humanizada, ela é parte fundamental do Rio de Janeiro, de onde eu venho. Então, encerrar o Festival com esses dois filmes mostra o quanto ele é amplo, ele traz a vitalidade e a diversidade do cinema brasileiro hoje. E eu acredito que a gente vem contando a nossa história pro mundo já há alguns anos através do nosso cinema.

13 abril 2015
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O mais básico dos strips ou qualquer dança sensual requer algo que perdemos hoje em dia: calma. A leveza e sensualidade que vem de uma roupa tirada sem pressa e o estar confortável com o fato de estar sendo silenciosamente observada, sem ansiedade, já são coisas sexualmente muito poderosas, mesmo que você não faça um strip mega profissional. Claro que arrasar num pole dance é incrível, mas o mais importante não são as técnicas mirabolantes mas sim a atitude, o olhar, a sensualidade e leveza do corpo. Exemplo? A Kate Moss no clipe “I just don’t know what to do with myself”, do White Stripes. Se você reparar, a dança da Kate Moss é mais firula do que técnica. Foi o que minha professora de pole dance disse quando eu cheguei dizendo que eu queria aprender aquilo. Ela disse: “mas você faz coisas muito mais difíceis já!” Então, a gente fica hipnotizada pela leveza e segurança com que ela se move e nem repara que são coisas simples. É isso que você tem que ter em mente quando for fazer um strip para o namorado ou qualquer pessoa: estar confiante é o mais importante. E ter a música certa, claro. A segurança é com você, mas com a música certa eu posso ajudar. Aqui vão algumas das minhas preferidas pra esses momentos.

 

Do I move you (Nina Simone): ideal pra esse momento mais silencioso e suave. Nina Simone em sua música mais sensual. Aproveite a levada arrastada do som e resgate essa calma que você perdeu. Tire cada peça muito devagar, olhando no olho e curtindo cada movimento. Esqueça do mundo ao redor, esqueça qualquer inibição e se entregue para o momento.

 

 

 

I put a spell on you (versão do Creedence Clearwater): minha favorita. Essa é legal pra causar, imaginar que está num palco (mesmo que você não esteja) e dar um tom um pouco mais performático. O strip com essa música não é algo que você faz numa bela tarde de sol, tem que ser numa noite especial, um clima denso e provocante. Forte. Veja o filme “Planeta Terror” do Robert Rodriguez e se inspire naquela cena inicial, Rose McGowan naquela vibe badass arrasante dançando (é com outra música, mas dá pra se inspirar na atitude dela). Mas pare na cena inicial porque no resto do filme tem uns zumbis e tal, não vai ser inspirador para seu strip haha

 

 

Down in Mexico (The Coasters): você viu a cena do lap dance de “Death proof” do Tarantino com essa música? Então veja (abaixo) e entenda como dá pra ser performática sem mega produção. A mulher está de chinelinho, nada produzida, num lugar nada ideal e vai lá e arrasa. A prova de que você não precisa do momento ideal nem da roupa ideal.

 

8 abril 2015

(texto meu publicado no Caderno de Sábado do jornal Correio do Povo, 4/12/2015)

 

 

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Escritoras são diferentes de escritores. Simplesmente porque homens são diferentes de mulheres. É outra relação com o mundo, logo, outra forma de expressão. Não tem como um ser que sangra todo mês, que tem essa ligação tão próxima com os ciclos da natureza, que flutua por tantos e diversos estados de espírito num mesmo mês, ter a mesma visão de mundo que a de um homem. A literatura de uma Anais Nin ou uma Clarice Lispector por exemplo, nunca poderia ter sido escrita por um homem. O mesmo se dá com a literatura da inglesa Virginia Woolf. Um stream of conciousness gritante & feminino. Lindo. No clamor por igualdade, às vezes esquecemos das diferenças inevitáveis e postivas que existem entre os sexos. O termo literatura feminina, sendo eu uma escritora e mulher, não me irrita (como acontece com algumas escritoras que são contra o termo), pelo contrário, me orgulha – e uma de minhas maiores inspirações é Virginia Woolf.

 

Falar dela, é falar da natureza feminina, em sua força e fragilidade (uma força que muitas vezes vem justamente da fragilidade).

 

E ela sabia disso. Entre seus livros existe um não tão comentado como seu Mrs Dalloway (um dos marcos do romance moderno) mas que consiste numa das reflexões mais interessantes sobre seu papel como mulher e escritora: “Um teto todo seu”, espécie de ensaio fictício que surgiu de duas palestras sobre o tema “mulheres e ficção” que ela proferiu em Newham College e Girton College, duas faculdades frequentadas por mulheres. E no livro ela escreve “Seria mil vezes uma pena se as mulheres escrevessem como os homens, ou vivessem como eles, ou se parecessem com eles, pois se dois sexos é bastante inadequado, considerando a vastidão e variedade do mundo, como faríamos com apenas um? A educação não deveria aflorar e fortalecer as diferenças em vez das similaridades?”

De uma forma fictícia, através da criação de um alter ego, ela resume (para o espanto de muitos) essa complexa questão sociológica e antropólogica – mulheres e ficção – de forma muito pragmática: “Uma mulher precisa ter dinheiro e um teto todo seu, um espaço próprio, se quiser escrever ficção”. Um espaço para exercer sua liberdade pessoal, tempo e condições básicas para se dedicar à literatura, tudo que faltou para as mulheres até o século XX.

 

Virginia teve uma vida marcada por depressões e perturbações psicológicas mas foi uma das escritoras com maior produção no seculo XX: nove romances, duas biografias, sete volumes de ensaios, vinte e seis cadernos de diários e muitas cartas. E foi uma suicida. Numa tarde de em 1941, ao 59 anos, entrou no Rio Ouse com pesadas pedras nos bolsos acabando com a própria vida. Diferente de sua personagem Mrs Dalloway, que se distraía com festas para encobrir o vazio, Woolf sentia o peso da vida num nível que lhe parecia insuportável.

Era dessas dessas pessoas que percebem a falta de sentido da vida, essa trama ilusória e construída que chamamos de realidade. Depressiva, suicida, feminista mas, antes de tudo, uma existencialista. Sua obra e seu diário transbordam densidade existencial. E a sensação de absurdo e vacuidade que habitavam seus pensamentos a levavam a surtos mas também, paradoxalmente, a pensamentos extremamente lúcidos.

 

A herança de Virginia Woolf segue como inspiração para mim e para todas as mulheres que vieram depois dela. Acreditando, como escreveu, que “se cultivarmos o hábito da liberdade e a coragem de escrever exatamente o que pensamos; se fugirmos das salas de visitas e enxergarmos o ser humano não apenas em relação aos outros, mas em relação a realidade”, o teto só nosso (em toda amplitude metafórica que essa expressão possa ter) será cada vez mais possível e natural sem que precisemos constantemente reafirmá-lo em discursos.

31 março 2015

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Pashupati é terapeuta tântrico do Centro Metamorfose, ministra cursos individuais e em grupo de massagens tântricas e terapias como Renascimento e meditação ativa. Também desenvolve um trabalho de Pulsação Tântrica que visa potencializar o pulso vital que emana do primeiro chakra e o Neo Sense que visa potencializar e experienciar de formas diferentes os órgãos da percepção. Tá bom pra vocês ou querem mais?

 

Sim, wow. Já fiz com ele massagem tântrica algumas vezes e já contei aqui o quanto isso mudou minha percepção sobre sexo né?

Mas hoje resolvi chamar o Pashupati para dar 5 dicas de como chegar mais arrasantemente ao orgasmo. “Para deixar orgasmo chegar”, ele me corrigiu. “Porque sendo um processo natural do ser, não há porque querer ‘alcançá-lo’, ‘chegar a ele’ – isso só torna o processo mais estressante, o orgasmo como meta torna o ato do amor quase mecânico”.

 

Tem razão, Pashupati!

 

Aqui as dicas do tântrico para deixar o orgasmo chegar:

 

1 - “Torne o ato amoroso ou sexual uma brincadeira, sem linha de chegada, sem objetivo final, tanto para o homem quanto para a mulher. Brinquem com os corpos, com as sensações, com o toque. Variem os estímulos, a velocidade, o ritmo. Mas se deem tempo de sentir. Comecem os estímulos e sempre olhando as reações do outro, explorem o corpo próprio e um do outro como se fosse a primeira vez, com calma e sem pressa.”

 

2 – “O que remete a segunda dica. Você sabe o que te dá prazer? Conhece cada parte do seu corpo e como ela responde aos mais variados estímulos? Provavelmente não, até por que estamos sempre em mutação e as percepções e sensações mudam. Então, com calma e jeito, indiquem o que está dando prazer ou não. Falem mesmo, mas saber como falar nesses casos é primordial. Infelizmente vivemos ainda numa sociedade muito machista, onde é cobrado dos homens que já nasçam sabendo tudo, principalmente como agradar uma mulher na cama, e para as mulheres ainda é tabu se expressar. Portanto saber comunicar é fundamental, sejam assertivas, comuniquem o querem e como querem, com calma e jeito. Homem algum nasceu adivinhando. No entanto se ele relutar em ouvir o que te agrada, sabendo que foi comunicado amorosamente, talvez seja o momento de um dos dois ou os dois reverem os conceitos.”

 

3 - “Com a língua para se comunicar afiada por que não usa-la também para dar prazer, nossa terceira dica. Algumas mulheres dizem que os homens não sabem chupar. Eu digo que as mulheres levam uma pequena vantagem nessa, não por que as mulheres tem vagina e por isso sabem onde dá prazer. Isso é bobagem, cada pessoa é única e vai gostar de sexo oral a sua própria maneira. Então qual a vantagem feminina? O mesmo ou muito parecido aparato biológico, por terem corpos iguais, elas reconhecem melhor as respostas da parceira, e em geral mulheres são mais observadoras e exploradoras na cama, talvez por não terem um pinto. Em geral, os homens ainda são muito centrados no pênis esquecendo as outras partes do corpo, própria e da parceira.”

 

4 - “Variem o ritmo e profundidade da penetração. Variem o ângulo, as posições, a velocidade, a força. Se não há pressa, e nem pressão para se chegar ao orgasmo, por que não brincar de penetrar? Por que não dançar dentro da vagina? Homens também podem rebolar, e a maioria das mulheres adoram isso, tanto que muitas preferem os dançarinos. Algumas escolas taoístas dizem que é preciso 84 penetrações para uma mulher chegar ao orgasmo, feitas com calma e alternando a profundidade, outros escritos falam em 130, 150, 180, não há fórmulas, alias se tem uma coisa que não têm fórmula é o sexo, o caminho do orgasmo. Um dia fazem X e ele vem, no outro fazem a mesma coisa, e ele nem chega perto. Por isso, mais uma vez observem-se durante o ato.”

 

5 - “A quinta dica é a mais importante e podem começar o ato com ela. Esvaziem a mente, a cabeça. Preocupações, listas de compras, cobranças e etc, procurem deixar fora do quarto, ou de onde pretendem transar. Como? Não é fácil, mas é possível. Iniciem com uma meditação ativa, os dois. Pode ser uma prática respiratória conhecida e já experimentada, talvez se sentarem frente a frente olhando-se nos olhos e ajustando aos poucos a respiração vagorosamente. Pode ser dançarem vigorosamente durante uns 20 minutos, mexendo todo o corpo como nunca fizeram antes, explorando novos movimentos, respirando e deixando que um contato se faça aos poucos, sem pressa. Pode ser vedados ou olhando nos olhos. Mas o fundamental de qualquer prática meditativa e o sexo pode se tornar uma, o que facilita a fluir para estados de mais e mais prazer, é permanecer presente, consciente. Por isso a dica final é: desliguem o celular se quiserem gozar.”

29 março 2015

Se você não estava em Marte nesse fim de semana certamente ouviu falar (ou foi lá ou viu pela tv) do festival Lollapalooza que rolou aqui em São Paulo. Não faltou música boa, shows inesquecíveis e homens incríveis no palco. Sim, reparou no número absurdo de gatos no line up ou foi só eu que sou colunista de sexo e reparo nessas coisas?

 

Aqui vai minha listinha dos meus 3 musos dessa edição do festival (e o que eu faria com cada um deles. Sim, to entediada nessa noite de domingo, me deixem imaginar haha):

 

 

1. Pharrell Williams ♥

 

Pharrell Williams 2012

 

Amo ele. O autor do hit Happy e produtor dos discos mais interessantes dos últimos tempos, além de gato é talvez o artista mais foda da atualidade (e talento, convenhamos, é muito afrodisíaco). E fofo. Sou viciada no The Voice americano, no qual ele é jurado, e sempre penso no quanto ele é sensível & fofo nas opiniões – adoro homem gentil. E o que é aquela tattoo linda no pescoço? (não posso com tattoo nos pescoço)

 

 

O que eu faria com ele: Pharrell é homem pra namorar. Eu levaria pra jantar, teria uns papos incríveis sobre nossos gostos musicais em comum e depois traria ele pra minha casa e o sexo seria consequência de uma noite muito completa e incrível, que acabaria com a gente vendo o sol nascer no meu rooftop (#alokaa). Ele tem cara de ser tipo o James Deen, aquele clima putaria-com-carinho, lembram que falei nesse texto aqui?

 

 

2. Sergio Pizzorno (guitarrista do Kasabian) ♥

 

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Os roqueiros tem aquele relaxamento existencial e aquela segurança que é muito irresistível. Acho essa vibe muito sexy. Vejo o show da banda inglesa Kasabian (uma das minhas favoritas do momento) e não consigo tirar os olhos do Sergio Pizzorno. Ele é o cara que tem a melhor presença de palco, arrasa na guitarra (homens gatos e guitarra, combinação imbatível) e é lindo, pura badassness.

 

 

O que eu faria com ele: transaria com ele no banheiro do backstage. Ou num after. Um sexo bem selvagem & intenso.

 

 

3. Jack White ♥

 

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Ele não é exatamente lindo, é meio estranho – e eu adoro isso. E acho ele incrível, o músico mais criativo e não óbvio do rolê, sem comparação com nenhum outro. E não podemos esquecer que fez um dos melhores shows do festival. Me apaixonei mais ainda quando vi aquele documentário It might get loud que mostra a paixão pela guitarra de três mestres, ele, The Edge e Jimmy Page. Acho incrível a relação muito instintiva e visceral que ele tem com a música.

 

 

O que eu faria com ele: Sou tão fã do trabalho dele que eu não sei se conseguiria fazer alguma coisa. Quando admiro muito a pessoa fico meio sem jeito, então acho que não faria nada, a iniciativa teria que ser toda sua, Jack White!

 

 

Adorei esse meu devaneio de domingo à noite!

E vocês, meninas, o que fariam com eles?